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09/04/2019

SindijorPR participa de debate sobre violência de gênero na Alep


Foto: Ascom/Alep


A Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) abriu espaço nessa terça-feira (9) para debater denúncias de violência de gênero. A jornalista Giulianne Kuiava, da RIC TV, que foi ameaçada de morte pelo ex-noivo e também jornalista Denian Couto, deu importante depoimento. A diretora Mariana Franco Ramos representou o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) no encontro.


Participaram da reunião as deputadas Cantora Mara Lima (PSC), presidente do colegiado, Luciana Rafagnin (PT), que é vice-presidente, Cristina Silvestri (PPS) e Mabel Canto (PSC). Todas discursaram em apoio à vítima e se comprometeram a acompanhar o encaminhamento das investigações. Integrantes da Frente Feminista, que reúne diferentes coletivos de direitos humanos de mulheres do Estado, também ouviram, da plateia, os relatos.


Kuiava chegou a tirar licença de uma semana, mas retornou ao trabalho na última segunda-feira (8). Já Couto foi primeiramente afastado e, após o caso ganhar repercussão, acabou finalmente desligado da empresa. Durante a audiência dessa terça, a jornalista lembrou de feminicídios recentes que cobriu como repórter, incluindo o de Daniela Eduarda Alves, em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, e disse ser preciso combater a violência antes das mulheres virarem estatística.


Mariana Franco destacou o fato de parlamentares de diferentes partidos políticos estarem reunidas em torno da causa. "Isso só demonstra que essa não é uma pauta da esquerda ou da direita, e sim de todas e de todos. Não podemos naturalizar agressões e intimidações contra mulheres como se fossem mero desentendimento ou problema de cunho pessoal", afirmou.


As sucessivas ameaças se tornaram públicas graças à veiculação de uma matéria no The Intercept Brasil, no dia 28 de março deste ano, assinada pela repórter Amanda Audi. No entanto, já vinham ocorrendo desde janeiro, quando a vítima registrou boletim de ocorrência. A direção da RIC, contudo, não tomou uma atitude de imediato, tratando o tema como um mero problema particular dos dois profissionais.


O SindijorPR acompanha o caso desde o início e segue reforçando a importância de preservar a vida e a dignidade da profissional. Além de acionar a própria RIC TV e a Alep, a entidade encaminhou ofícios à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), que ainda não enviou resposta, e à Câmara Municipal de Curitiba (CMC).


Na CMC, as vereadoras Professora Josete (PT) e Maria Letícia Fagundes (PV) fizeram pronunciamentos da tribuna. O Sindicato também contatou o Ministério Público do Trabalho (MPT), que abriu procedimento investigatório e informou que deve marcar audiência nos próximos dias.

Autor:SindijorPR