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18/03/2014

Coletores de lixo deflagram greve em Cascavel

Coletores de lixo deflagram greve em Cascavel

Trabalhadores que fazem a coleta de lixo na cidade de Cascavel deflagraram greve por tempo indeterminado por reajuste salarial, plano de saúde e melhores condições de trabalho. Convocada pelo Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana), a paralisação foi iniciada na última sexta-feira (14) e atinge coletores, funcionários de serviços gerais e equipes padrão.


O piso salarial dos varredores e coletores de lixo é de R$ 844,67, mais R$ 120 por assiduidade e R$ 271,20 de insalubridade. Já os trabalhadores da equipe padrão (operadores de máquina, equipes de corte de lotes e podas de árvore) é R$ 1.051,29, porém sem adicional assiduidade. Ambas as categorias recebem atualmente R$ 273 de vale-alimentação. Os coletores pedem um reajuste de 20%, plano de saúde sem descontos nos salários e vale alimentação de R$ 300.


Segundo a secretária-geral do sindicato, Ângela Maria de Oliveira, cerca de 30% dos trabalhadores permanecem em atividade, mantendo o índice previsto por legislação. Somente as equipes de varredores não aderiram à greve. “Nossas reivindicações vêm de encontro a desvalorização da moeda, pois nosso piso é muito baixo e não lutamos só pra comer, mas também para qualidade de vida”.


A OT Ambiental/Engelétrica permanece irredutível diante das reivindicações, oferecendo 9,5% de reajuste. Além da pauta, o sindicato denuncia que a empresa tem desrespeitado cláusulas e direitos adquiridos por meio de convenção coletiva e que não estaria fazendo o CAT (Comunicação de acidente de trabalho), o que estaria causando descontos de dias parados dos trabalhadores mesmo mediante apresentação de atestados. “Os funcionários estão expostos a situações como lesões por correrem atrás dos caminhões, se cortam com vidros ao recolher o lixo ou fazer podas de lotes, além de acidentes nos cortes de árvores”, ressalta Ângela.


O contrato entre a Prefeitura de Cascavel e a O.T Ambiental/Engelétrica é constantemente alvo de questionamentos em virtude dos altos valores pagos a empresa. Atualmente o valor mensal do contrato está em R$ 1,983 milhão, mas mensalmente o município paga aditivos para contratar mais serviços da empresa. Ainda para 2014 já está previsto um acréscimo neste valor do contrato, aumentando para R$ 2,187 milhões os serviços prestados.


*Na foto os grevistas concentrados em frente a sede da empresa (por Júlio Carignano / texto e foto).