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18/03/2014

Sindijor entregou pauta de reivindicações às empresas de comunicação

Sindijor entregou pauta de reivindicações às empresas de comunicação
Guilherme Carvalho - presidente do Sindijor - entregou pauta para Ana Amélia Filizola

O piso da categoria está abaixo do mínimo necessário! O salário não é suficiente, há acúmulo de função no trabalho, não pagam direitos autorais e nem horas extras? Vamos lutar para mudar esta realidade!


A Campanha Salarial 2014 dos jornalistas paranaenses tem a data-base para o dia 1º de maio. O Sindijor já preparou e entregou a pauta de reivindicações aos empresários da comunicação com mais de um mês de antecedência. “A questão salarial continua central. A defasagem em relação ao mínimo do Dieese e em relação a outras profissões torna esse item prioridade. Mas a Campanha não se resume a questões econômicas”, explica Guilherme Carvalho, presidente de Sindijor. O diretor sindical explica que há uma série de reivindicações identificadas como problemas a serem resolvidos nos locais de trabalho pela própria categoria. “Destaco ainda a questão da segurança, do assédio e do estágio”, completa Carvalho. Leia a Pauta de Reivindicações aqui


Data-base: a mudança na data de negociação do Sindijor tem o objetivo de aproxima o Paraná das campanhas desenvolvidas pelos jornalistas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além disso, a maior parte das categorias de trabalhadores negocia no primeiro semestre. Para criar uma pauta de reivindicação que se aproxime da realidade do trabalhador, o Sindijor fez um questionário, em que as respostas foram enviadas a entidade no fim de janeiro. Após a pesquisa, os pontos listados pelos trabalhadores foram discutidos em assembleia geral juntamente com o Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná.


Aumento Real


Hoje o piso do jornalista está em R$ 2.605,20. As últimas estatísticas divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o valor do SALÁRIO MÍNIMO necessário é de R$ 2.778,63 (acima do piso da categoria). Na mesa de negociação, a direção do Sindijor vai defender um aumento de 12,54% no salário do jornalista, com um aumento real de 8%, mais o acréscimo da inflação no período de outubro de 2013 a abril de 2014, com base nos números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).


Estágio:este tema é recorrente nas mesas de negociação entre jornalistas e patrões. Normalmente as empresas preferem não discutir cláusulas de estágio justamente porque na prática eles usam futuros jornalismo como instrumento para “baratear” a mão de obra nos locais de trabalho. Mais uma vez o Sindijor levará a questão do estágio aos empresários com a intenção de que as empresas se comprometam a regularizar e respeitar critérios ideias na contratação do futuro profissional.


“As empresas de comunicação do Paraná somente aceitarão estágio em jornalismo para estudantes que portem o parecer favorável do SindijorPR para a realização do mesmo, sendo obrigatório a apresentação deste documento para a contratação” – Cláusula 48º da pauta de reivindicações do Sindijor, relativa ao estágio.


Segue os principais problemas da profissão apontados pelos jornalistas paranaenses:

- O salário não é suficiente para atender as necessidades dos jornalistas - 14%

- Ausência de plano de cargos e salários - 9%

- Acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho (multitarefa ou realização de várias atividades antes realizadas por outros profissionais) - 9%

- Não pagamento de horas extras - 7%

- Não fornecimento de vale alimentação - 6%

- Ausência de programas de qualificação e de incentivo aos estudos - 6%

- Demissões de profissionais com maiores salários para contratar novos jornalistas, com salários inferiores - 6%

- Distorção salarial na mesma função (falta de equiparação salarial) - 5%

- Falta de plano de saúde - 5%

- Contratação irregular, principalmente de repórteres fotográficos, cinematográficos, paginadores e diagramadores - 5%

- Uso de estagiários em vaga que deveria ser preenchida por profissional contratado - 5%

- Descumprimento, por parte das empresas, do acordo coletivo e da legislação trabalhista - 4%

- Assédio moral - 4%

- Pressão por quantidade de trabalho, em detrimento da qualidade - 4%

- Não pagamento de direitos autorais quando o conteúdo produzido pelo jornalista é usado por outro veículo - 3%

- Não pagamento de adicional de risco no exercício da profissão - 3%

- Não fornecimento de vale transporte - 2%

- Exclusão do sindicato nas decisões de interesse direto dos jornalistas dentro das empresas - 2%


Por Regis Luís Cardoso (*arte: Simon Taylor).