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ARTIGOS

Autor: Jornaldo
04/03/2015

O começo do Sindijorzão é o fim do meu sono dominical

O começo do Sindijorzão é o fim do meu sono dominical

Começou tudo de novo. Minhas manhãs de sono aos domingos caíram por terra. E o pior! Além de dormir pouco, terei pesadelos de domingo pra segundo! E isso se estende até o dia 11 de abril. Agora terei que acordar cedo aos finais de semana pra assistir oito peladas por dia só para ganhar o direito de participar de um churrasco no final disso tudo.


Bom, mas como nem tudo é notícia ruim, neste ano, pelo menos, eu consegui dispensar aquele entrevistador desinformado que me fazia perguntas impertinentes e não me deixava concluir o raciocínio. Esse ano, minha análise da rodada será em forma de coluna, em primeira pessoa, do meu jeito, com os assuntos que eu achar relevante.


Então vamos ao primeiro domingo do Sindijorzão 2015, no dia 1 de março, nas quadras da Stark. Numa manhã em que eu podia estar dormindo, acordei, sinceramente, meio desanimado. Fazia alguns domingos que não madrugava. Pô... partidas marcadas às 9h da manhã? Domingo? 


E mesmo com um pouco de areia nos olhos, pude presenciar o início do Torneio. Em uma quadra, Refugos x Os Tranqueira, segundo minhas estatísticas os dois times que nunca haviam vencido uma partida no Sindijorzão. Na outra, Sensacionalistas x Confraria, me questionei: “xiii, mais um W. O.”? Mas acabei mordendo a língua. O jogo na quadra 1 foi histórico! Um empate em 5 a 5 que tem chances de ser o melhor jogo de todo o torneio.


A Confraria começou voando e abriu 4 a 1 no primeiro tempo, mas os Sensacionalistas foram buscar, corrigiram os erros no intervalo, partiram pra cima e chegaram a virar o placar! O 5 a 4 calou a barulhenta torcida adversária liderada pela “grande” Rafael Porto. O gol de empate de Pietro, a um minuto do final da partida, deu justiça ao placar. Até lembrei da final de 2013, quando as duas equipes empataram em 4 a 4. Que me perdoem os demais times do Sindijorzão, mas Confraria x Sensacionalistas é o maior clássico da história do torneio dos jornalistas, superou em todos os sentidos (técnicos e habilidosos) a rivalidade entre Gazeta e Jornal do Estado.


Enquanto isso, na quadra ao lado, Os Tranqueira, que já foram Pracabá Online, Tribolados e Ex-tadinho em outras edições do torneio, ganharam a primeira partida em quatro anos e, de quebra, assumiram a liderança do grupo. Boa largada.


Depois veio o Grupo da Morte, estava curioso pra ver o Jornalismorreu, time novo, formado pelo camarada Renan Carreira que, nos bastidores, é apontado como um dos favoritos ao título. Soube que fizeram uma bela pré-temporada e ganharam de todo mundo nos amistosos. Também estava curioso pra saber o significado do nome do time deles. Encarei como um nome de protesto por conta da precarização da nossa profissão, do fechamento de veículos e da redução dos postos de trabalho, mas, no segundo tempo, percebi que o nome tinha relação com a condição física do elenco reduzido deles. O time morreu. Bom... espero que não “morram” na praia!


Sobre a partida... bom... ela vinha equilibrada, 4 a 4 com o Catadão, atual vice-campeão, mas, só com um jogador no banco, os “Mortos Vivos” ou “Zumbis da Informação” ou os “The Walking Dead” não tiveram pernas pro volume de jogo do adversário. Resultado: derrota por 7 a 4. O resultado desta partida ainda pode ser revisto, visto que o STJDSindijor entrou com representação contra a utilização, pelo Catadão, do atleta Rafael Falavinha, expulso na final do ano passado e que, no entendimento dos procuradores, teria que cumprir suspensão na partida de domingo. Como não há esta previsão no regulamento da competição a batalha jurídica promete ser interessante.


Nos bastidores, preocupado com a possível punição, Falavinha tentou subornar o pessoal do Sindijor, presenteando o diretor Gustavo Vidal com um tênis de corrida Asics. Vendo que a prática não foi vista com bons olhos por mim, o “Falaveio” até o Sindicato e pegou o presente de volta. Ficou feio...


Já na quadra ao lado, o Che Garotos, que está mais para Che Vovôs, ou algo do tipo Tchê Masters (um grupo de gaudérios que não tem condições físicas pra dançar no CTG), não resistiu à velocidade do sub-23 do Ace/Coxa, com a piazada carregando o Adriano Rattmann nas costas e ainda consagrando o capitão, dando três gols de presente pra ele. Isso que o ex-atleta Trovão está de férias.


No Grupo C, nenhuma surpresa, o atual campeão, Relevo, mostrou que vem firme em busca do bi. Aplicaram a maior goleada do masculino, 10 a 4 sobre o Resto do Mundo. Já o Jotão, mostrou que deverá ficar mais um ano sem pontuar, após levar 6 a 2 para a Arfoc.


Por falar em Arfoc, uma nota triste: Valkiller, numa coletiva em que só eu participei, declarou que encerrou suas atividades futebolísticas. Segundo o próprio artilheiro, agora seu foco está no cinema. “Escrevi o roteiro para o longa ‘Um homem sem barriga é um homem sem história’”. É esperar pra ver...


Voltando ao futsal, antes mesmo de resolver seus problemas técnicos, o Jotão precisa resolver o problema com o uniforme. Narley jogou com uma bermuda de lona branca, que, segundo ele, “é orgânica, sustentável” e Pinduca não ia entrar em quadra porque não tinha achado uma camisa do seu tamanho. Com a equipe sendo massacrada, ele acabou vestindo uma baby look e foi pro jogo. Nem o Denilson salva o Jotão.


Furo jornalístico: o craque Pinduca está contundido e irá desfalcar o Jotão nas próximas rodadas. O atleta acabou torcendo o tornozelo num amistoso.


No feminino, um jogão e um massacre. As Sensacionalistas nem viram a cor da bola contra a Dasjor/Gazeta e estão até agora contando os gols das adversárias: 8 a 0. As Arsênicas bateram as Bandnets por 4 a 3 com direito a defesa de pênalti nos minutos finais da partida. Detalhe, quem perdeu o pênalti foi ninguém menos que a craque e artilheira do último campeonato. O jogo foi tão quente que teve até um incidente lamentável, com um princípio de confusão entre as jogadoras, que será devidamente analisado pelo STJDSindijor. Calma, mulherada, o que vale é a diversão.


Mas o ponto alto desta primeira rodada do Sindijorzão aconteceu fora das quadras: um grande número de participantes preencheu a ficha de sindicalização, regularizou sua situação (ou ao menos levou os papéis para casa para analisar com calma o convite). Lembre-se: é com imensa satisfação que faço parte desta entidade que promove essa reunião de peladeiros e o animado churrasco dos jornalistas. E não é só isso, o Sindijor muito faz em defesa da nossa profissão e, ao contrário do que prevê o “zumbi” Renan Carreira e sua trupe, jamais deixará o jornalismo morrer.

Articulista: Jornaldo
Jornalista renomado internacionalmente. Colabora como comentarista do Sindijorzão - Torneio de Futsal do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná.