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22/07/2021

Covid-19 | Governo do Paraná volta a negar vacina aos jornalistas

Pedido coletivo, assinado pelo SindijorPR, Sindijor Norte e mais seis entidades foi protocolado em junho. Mais de 155 jornalistas brasileiros morreram em função da doença somente neste ano


O Governo do Estado voltou a negar a inclusão dos profissionais de imprensa nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19 no Paraná. O pedido coletivo, subscrito pelos Sindicatos de Jornalistas Profissionais do Paraná e do Norte do Estado, em conjunto com outras seis entidades, havia sido protocolado no dia 07 de junho. A negativa foi oficializada por meio de documento subscrito pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Gebrim Preto, nesta quarta-feira (21). Antes disso, o Governo já havia negado a solicitação realizada pelo SindijorPR, em janeiro, mediante a justificativa de que somente o Governo Federal pode promover alterações no Programa Nacional de Imunização.



Na contramão do Paraná, Estados como Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Piauí, Roraima, Goiás, Pará, Tocantins e Mato Grosso do Sul já se sensibilizaram para o risco diário enfrentado pela categoria e têm ofertado a imunização contra a covid-19 aos jornalistas. Os dados divulgados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) expõem que em 2021, até 02 de junho, pelo menos 155 profissionais de Jornalismo morreram em decorrência da doença no Brasil. No Paraná, mais de 20 jornalistas foram vitimados pela covid-19 desde 2020 – sendo que o último profissional paranaense, atuante em redação, morreu em função da doença há menos de 15 dias.


No ofício assinado pelo secretário de Saúde, o Estado reiterou que a inclusão de novas categorias nos grupos prioritários cabe à coordenação geral do Programa Nacional de Imunização. O documento expõe ainda que os jornalistas deverão ser contemplados com a vacina contra a covid-19 por meio de alguma entre as duas frentes de vacinação em vigor no Paraná hoje: a imunização de pessoas com comorbidades e, a que abrange a população em geral na faixa etária entre 18 e 59 anos.


O presidente do SindijorPR, Gustavo Henrique Vidal, destaca a falta de sensibilidade em relação aos riscos enfrentados pelos jornalistas paranaenses. “Como a imprensa é considerada uma atividade essencial, ela não para e todos os dias temos jornalistas saindo de suas casas para manter a população informada, mas que, ao mesmo tempo, também têm enfrentado o risco de adoecimento e morte”, manifesta.


Desligamentos por morte


Recentemente, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, por meio do boletim Emprego em Pauta, que o número de contratos de trabalho extintos por morte do trabalhador no Brasil cresceu 129% no setor de Informação e Comunicação – que inclui os jornalistas. Em números absolutos, este dado passou de 293 para 672 casos somente nos quatro primeiros meses do ano. “Infelizmente, para os governos, a atividade jornalística é essencial, mas os jornalistas, não”, lamenta Vidal.

Autor:SindijorPR