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29/10/2018

Jornalistas decidem pela renovação da Convenção Coletiva de Trabalho

Foto: Flávio Augusto Laginski.


Os jornalistas paranaenses aprovaram na sexta-feira (26) as propostas dos sindicatos patronais para renovar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). As assembleias aconteceram em Curitiba, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR), em Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. Na base do sindicato do Norte do Paraná, as atividades foram realizadas em Londrina e Maringá. A aprovação se deu por unanimidade dos trabalhadores presentes.


Após meses de negociação, e muita resistência da categoria, a CCT será renovada com a previsão de reposição salarial de 2%, com pagamento do retroativo até maio (em duas parcelas em novembro e dezembro), anuênio com a possibilidade de degraus ou linear, além de acordos de ordem não econômica, como homologação facultativa nos sindicatos, desde que o funcionário demitido requisite por escrito, e licença paternidade de dez dias. Todas as cláusulas retroagem a 1º de maio de 2018.


Foco do ataque patronal, as negociações sobre o banco de horas se tornaram o grande impasse em 2018. Sem avançar nas propostas que estabeleciam critérios para regulamentar o banco individual até 6 meses, os jornalistas optaram por excluir totalmente a cláusula da convenção.


Este recuo da categoria pode evitar que jornalistas aceitem acordos ruins no futuro com base na CCT. “Sem a cláusula regulando o banco, podemos fiscalizar e denunciar as propostas pelas empresas aos trabalhadores", avalia o diretor-presidente do SindijorPR, Gustavo Vidal.


Com a desgastante negociação, jornalistas também decidiram por um período maior de validade da convenção. Assim, a CCT será homologada por dois anos, até abril de 2020, com a garantia da Data Base em 1º de maio de 2019 e a implantação automática da inflação, acrescida de 0,10% de ganho real. O reajuste terá por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).


Gustavo Vidal afirma que o momento político do país dificultou ainda mais o acordo deste ano. “Jamais desistimos de lutar por nossas conquistas. Foi um ano complicado, enfrentamos, além da vontade dos patrões em não conceder benefício nenhum, toda a mudança nas leis trabalhistas e a tentativa de retirada do máximo possível de nossos direitos. Tivemos algumas situações de impasse que nos levaram a recuar. No final, fizemos valer nossos direitos e minimizamos os impactos da deforma trabalhista na nossa regulamentação”, avalia.


A CCT agora passa pela revisão do texto-base pelos advogados dos sindicatos de trabalhadores antes de ser assinada pelos patrões. A previsão é de que a convenção seja homologada em 15 dias.
Autor:Flávio Augusto Laginski Fonte:SindijorPR