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19/09/2017

Seminário Unificado de Imprensa debate as reformas e os desafios à classe trabalhadora

Seminário Unificado de Imprensa debate as reformas e os desafios à classe trabalhadora
Foto: Heitor Lopes

Jornalistas e dirigentes sindicais de 20 estados e do Distrito Federal se reuniram durante três dias (14,15 e 16) para discutir os principais desafios da comunicação sindical diante do atual cenário político enfrentado pelo país e dos ataques aos direitos da classe trabalhadora.


Entre os assuntos de destaque discutidos durante o 5.º Seminário Unificado de Imprensa Sindical e o 3º Encontro Nacional de Jornalistas sindicais estiveram: a estratégia para a retomada de luta da classe trabalhadora; a garantia da centralidade da questão de raça e gênero dentro das entidades; a necessidade de abertura da pauta dos sindicatos, que visa tratar os temas corporativos, mas, sobretudo da classe trabalhadora como um todo; a busca pela unificação do discurso entre as entidades sindicais; a importância da utilização das redes e os cuidados a serem tomados com os ambientes, que estão longe de serem neutros e transparentes; a importância da luta unificada contra a reforma da Previdência; o recorte de gênero e raça das reformas, a criminalização dos movimentos sociais e o papel do jornalista sindical na luta da classe trabalhadora.


Os desafios da classe trabalhadora


Plínio de Arruda Sampaio Júnior, doutor em Economia Aplicada, livre docente do Instituto de Economia da Unicamp; Marcelo Badaró, doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense; e Edson Cardoso, doutor em Educação pela USP, jornalista e professor; ficaram com a responsabilidade de dialogar sobre as reformas trabalhistas e os desafios à classe trabalhadora.


Segundo os professores, depois do golpe dado em toda a sociedade é urgente a retomada do patamar de luta. “O programa da classe dominante é um projeto para agora. Por isso, precisamos nos organizar agora”, apontou Marcelo Badaró”.


Caso isso não ocorra, o objetivo da burguesia de estreitar cada vez mais a democracia poderá ser alcançado com facilidade. “A burguesia quer manter a classe trabalhadora a zero e o nosso jogo é tirar a classe trabalhadora do zero. No entanto, para fazer isso temos que saber para quem falar – para classe e para tudo subordinado à classe – e o que falar”, destacou Plínio Arruda Sampaio Júnior.


Para o professor Edson Cardoso, outros desafios para serem enfrentados são o racismo e sexismo que estão impregnados na sociedade. “Precisamos ter como central dentro das nossas instituições as questões de gênero e raça, que devem estar enviesadas em todos os temas tratados por nós”, alertou Cardoso.

Autor:SJPDF