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17/04/2017

O choro é livre, por Jornaldo

O choro é livre, por Jornaldo

Agora bebo mais uma Heineken, só pra lembrar daquele sábado.


Confesso que o Sindijorzão deste ano tinha um grau de responsabilidade maior, não pra mim, é claro, mas pra organização. Havia uma mancha, uma cicatriz, que precisava ser esquecida.


Não vou perder meu tempo pra falar da briga! No torneio de 2016. Prefiro falar de um tratoraço, mas não esse do atual governo federal – com as propostas de reforma da previdência e trabalhista; não!


O tratoraço que eu me refiro é o da avalanche de energia positiva que passou pelo Churras dos Jornalistas e pelas finais do Sindijorzão 2017.


É estranho escrever algo agora. Vou falar o quê? Que foi tudo ótimo? Foi. Que foi lindo? Foi. Que fiquei bêbado? Fiquei.


E parece que vou ficar novamente – pego mais uma Heineken gelada pra continuar lembrando daquele sábado.


Foi bonito, galera. Che Garotos campeão no máster e no profissa, as meninas do Nem Uma a Menos campeãs no feminino; e, o mais importante, a alegria no rosto de todo mundo.


Afinal, é o torneio de futsal de jornalistas mais fodão do Brasil. Não só pelo último dia, com o churras e os jogos… mas pelo conjunto da obra.


É bacana lembrar das manhãs na Stark, das risadas, dos palavrões, dos tombos, dos gols, dos dribles, das histórias, das torcidas…


Ano que vem será melhor? Não sei. Mas o que fica é a certeza de que aquela cicatriz já era. A energia positiva passou por cima de todos os obstáculos.


E se dizem por aí que o choro é livre, eu afirmo: sim, ele é. Além disso, o choro é por merecimento, é uma forma de expressão ou um pico de felicidade, as vezes ele é aflorado pelo álcool, outras vezes pela pressão, seja na vitória ou na derrota.


Então, quando os membros da organização do Sindijorzão choraram, acredito que tenha sido por tudo isso e mais um pouco. O fato é que vocês fizeram um baita evento.


Por fim, meu amiguinho e minha amiguinha, o Jornaldo, que hoje está mais light, não poderia deixar de ser o véio ranzinza de sempre.


Olha só…


Depois da páscoa, depois de encher o rabo de chocolate, lembre-se: o Sindijorzão faz parte de uma vida sindical e ninguém será crucificado por se sindicalizar. Ok?


Entidades de defesa dos trabalhadores têm uma agenda de lutas cheia, o ano todo. Numa negociação coletiva, por exemplo, tem muito mais pressão do que aquela torcidinha mequetrefe que ficava gritando “Che isso… Che aquilo” na final do Sindijorzão.


Quer saber, vou abrir mais uma Heineken, pra lembrar do último sábado. Vou contar todas as histórias do Sindijorzão que presenciei até aqui.


Ué! Cadê minhas bera? Acabou? Merda, vou ter que sair pra comprar mais.


Já volto….


*OBS: Nota do autor – Este texto foi feito quando o Jornaldo estava nostálgico e triste num sábado pré Páscoa. Para ele, o sábado pre Stark é bem mais emocianante.


*Jornaldo: é jornalista esportivo renomado internacionalmente, segundo ele mesmo. Sempre disputado pelas mídias convencionais, optou por fazer a crônica do Sindijorzão, o torneio de Futsal do Sindicato dos Jornalistas do Paraná. Os valores nunca foram divulgados.

Autor:Jornaldo