2º Episódio: De Frente com Jornaldo – Futsal arte!

De Frente com Jornaldo chega a sua última edição
Olá meus caros. Está começando mais um De Frente com Jornaldo, a crônica esportiva da 4ª Copa Condor Sindijor de Futsal.
E vamos ao que interessa, pois o convidado do Sindijor já está aqui para dar alguns pitacos sobre o Torneio de Futsal.
Abrem-se as cortinas e começa mais um De Frente com Jornaldo:
Olá Jornaldo, tudo bem?
Tudo bem. E você?
Tudo certo. Bom… vamos direto ao que interessa. Na 2ª rodada da Copa do Sindijor, a média de gols aumentou; aproximadamente 12 gols por partida. O que achou dos jogos do Torneio?
Olha, assisti alguns. Estava na torcida. Apesar de algumas pessoas me pentelharem o tempo todo, consegui assistir.
Está reclamando do público?
Não. Você não entendeu. Algumas pessoas ficavam conversando comigo, porque eu sou muito conhecido. Entende? Aí perguntavam sobre a minha história, essas coisas… então tive que dar atenção, mesmo perdendo alguns lances dos jogos.
Algum destaque da rodada pra você?
Destaco os dois artilheiros da competição até o momento. Primeiro, lógico, a Vanessa, jogadora da…
Bandnets…
Obrigado (mesmo não te perguntando nada, pois logo lembraria o nome da equipe, ok?). Bom… voltando… destaco a artilheira Vanessa…
Com cinco gols, diga-se de passagem…
Aff… você pode parar de me interromper?
Desculpe…
Retomando! Essa jornalista joga muito futebol…
Só isso? E o artilheiro do masculino?
Parabéns pra ele. Já fez 8 gols… é isso.
É isso? Não tem nenhuma jogada que possa destacar?
Olha… tem uma jogada inesquecível.
Qual?
Uma jogada que resultou num gol.
Sim, mas qual foi a jogada?
A jogada foi assim: a bola passou pelo pé de todos os jogadores do time. Primeiro o fixo e os dois alas trabalharam a bola na zona de armação. Mais ou menos no meio da quadra. O fixo passou para um dos alas e fez a movimentação (foi até o meio, fez a quebra de marcação e abriu na ala oposta para iniciar o rodízio que ele mesmo começou). Ao receber a bola na ala, o jogador, já com a bola dominada, a conduziu em direção ao meio com o objetivo de ‘achar ‘ o pivô. Eles fizeram essa movimentação durante alguns minutos, só esperando o erro de marcação do adversário. Os três (fixo e dois alas) rodaram na zona de armação enquanto o pivô se movimentava sempre se posicionando do lado oposto, em diagonal.
Entendo. E daí? O que aconteceu?
Bom… estavam alguns minutos rodando; foi quando um jogador, enquanto conduzia a bola, alterou o rotação e ao invés de jogar a bola para o ala, esperou que esse cruzasse a quadra. Com o deslocamento do atleta, um marcador o acompanhou; o que abriu uma paralela na ala – enquanto todos esperavam que a bola fosse jogada para o pivô pelo meio. O armador então esperou o pivô se deslocar velozmente para o fundo da quadra – porém na ala – e tocou para o jogador. O pivô havia mudado sua movimentação e ao receber o passe, dominou a bola e rapidamente tocou-a com força, cruzada, em direção à zona de finalização buscando o ala que havia cruzado a quadra. O passe foi longo e o ala teve que dar um carrinho para alcançar a bola no segundo pau.
E alcançou?
Sim! Alcançou. Foi um belo gol. Uma conclusão difícil.
Importante seu relato Jornaldo. Isso mostra que os jornalistas também sabem jogar futsal, não é mesmo? Que equipe do Torneio marcou esse golaço?
Veja bem. Quando descrevi esse gol não quis dizer, necessariamente, que foi um gol de jornalista. Sabe como é. Você me perguntou se eu tinha alguma jogada para destacar. Então eu destaquei.
Como assim?
É que me lembrei de uma bela jogada protagonizada por Manoel Tobias, Fininho, Danilo e Choco.
O que?
Você não sabe quem são eles? As pessoas não tem memória mesmo. Olha, esse quarteto e mais uns jogadores por aí foram os melhores…
Jornaldo! Eu sei quem eles são ou foram, mas não é essa a questão. Você precisa falar do Torneio! Do Torneio! Entendeu?
Ah! Mas no Torneio não teve nenhuma jogada dessas!
Não teve. Mas no mundial de futsal também não tem média de 12 gols por partida, não é?
Não posso afirmar isso.
Em oito jogos 97 gols?
É, pode ser que não…
Bom… vamos lá. Qual foi o jogão da 2ª rodada do Torneio pra você?
É… olha… gostei do jogo Confraria 9 x 6 Malaguetas.
Gostou por quê?
Porque as duas equipes demostraram um bom nível técnico. Boas trocas de passe, alguns dribles e muitos gols! O Malaguetas mesmo perdendo é líder isolado do Grupo 2 e está jogando ‘pimenta no dos outros’… se é que você me entende.
Entendo.
Outra coisa. Esse pessoal da Confraria fez uma boa preparação para a partida. Talvez esse seja o segredo da vitória. E eu presenciei tudo de perto, pois bem na hora que fui ao vestiário dar uma lida num jornal, se é que você me entende, peguei a equipe no flagra fazendo a tradicional ‘fézinha’, orando e gritando palavras motivacionais… eles não perceberam minha presença, mas revelo tudo em primeira mão…
Nossa… muito inspirador!  
Sim! Inspirador.
Por falar em inspiração. No jogo Ce tá Pronto! 13 x 12 Tribolados estava todo mundo iluminado para fazer gol não é? O que achou?
Destaco nessa partida o responsável pela súmula.
Não entendi…
O cara anotou 25 gols e ninguém reclamou. Acho que ele fez um bom trabalho. Parabéns para a organização por escalar uma pessoa competente para a função.
Jornaldo… estamos aqui para falar de futebol. Então tem uma partida com 25 gols, com muitos lances, e você vem falar do cara da súmula? Está de brincadeira não é?
Olha; tudo bem… eu sei que foi um jogo com muitos gols. Decidido nos últimos minutos. Mas o que eu vou dizer… você quer que eu dê os parabéns aos jogadores? Tudo bem… parabéns!
Não é isso Jornaldo. Quero que direcione seus comentários para o Torneio. Certo?
Certo.
O time do Sensacionalistas, por exemplo, é líder isolado do Grupo 1. Tem o artilheiro e o melhor saldo. Poderia falar algo dessa equipe não é?
Bom… pra mim esse time parece uma ejaculação precoce. Não dá graça nem de assistir.
Como assim?
Pô… os caras chegam e fazem um monte de gols, não rola nem umas brincadeirinhas preliminares, nada de emoção ou romantismo… eles não querem nem saber, chegam e metem um monte de gols.
Mas isso deveria ser um ponto positivo?
E é. Além disso eles são os líderes do Grupo 1 não é?
Sim. Outra questão importante dessa equipe é que os 12 inscritos estiveram presentes nessa rodada!
É verdade. Parecia um time de campo. Mas é importante o time completo. Aliás, além do artilheiro do torneio, até o momento (que fique bem claro), essa equipe tem uma arma secreta; o chamam de ‘Cavadinha’! Nos bastidores disseram que ele treina muito essa jogada, inclusive marcou um gol nesta última partida. E adivinha como?
Como?
De cavadinha…  
O negócio é treinar então. O segredo do Sensacionalistas está nos treinamentos?  
É, mas o ‘juju’ ajudou eles contra o time da Arfoc.
É mesmo? Você quer dizer que o árbitro influenciou no resultado da partida?
Na verdade no resultado não. Mas só para cornetear um pouco o ‘juju’, quero deixar claro aqui que a expulsão do atleta da Arfoc, o senhor Felipe Rosa, foi errada. O juiz depois de fazer essa besteira ainda deu show! Chegou a dizer “eu não preciso disso!” e paralisou a partida. Achei de um péssimo tom a atitude dele. Vale até uma homenagem das organizadas pra mãe dele. Algo do tipo…
Jornaldo! Por favor, sem provocações exageradas, ok?
Tudo bem… prefiro esquecer esse episódio. Pois o que ficou na minha memória mesmo foi o goleiro artilheiro; sim! Eu vi um goleiro fazer um belo gol.
Márcio Miranda…
Ah… esse mesmo. Fiquei sabendo que ele apresenta um programa esportivo numa rádio famosa de Curitiba. Vamos ver se ele vai falar sobre isso no seu programa esportivo.
Será?
Não sei. Acho que não.
Veremos… e mais algum destaque?
Além das belas jogadas e golaços, acho que o mais importante foi ver um monte de jornalistas sorridentes e unidos.  
Isso é um destaque?
É. Por que? Acha que eu não sou capaz de destacar a união entre os trabalhadores?
Claro que é. Parabéns por pontuar isso Jornaldo!
Puxa saco.
Que é isso! Falávamos de união entre os trabalhadores e você me vem com essa?
Esqueça! Olha… lembrei de uma coisa! Já que você falou dos trabalhadores, veio a minha cabeça agora o time do Che Garotos.
O que tem o time do Che Garotos?
Não pontuaram! Tadinho do meu amigo; o falecido Che.
Amigo Che?
É… fumamos uns charutos cubanos juntos já.
O Tribolados também não pontuou…
É… mas nunca fumei um tribolado.
Eh… mas mesmo que não tenham fumado… quer dizer… pontuado, o que vale é a participação, não é?
No caso do Che não concordo, ele não entrava pra perder… estão desonrando meu nobre camarada…
Sei…
E é verdade…
Mas e a união?
Bom… voltando a união… fico feliz em ver os jornalistas unidos e participando de um evento como este. É importante que os jornalistas se encontrem em outras ocasiões que não o dia a dia. Isso foi uma das coisas mais importantes que observei: tanto dentro quanto do lado de fora das partidas, às pessoas se divertiram.
Usando isso como gancho, dá para perceber bem esse espírito na foto em que aparecem todos os jornalistas juntos não é?
Exatamente! E por falar em uma bela foto, lembro que uma vez…
Não não… você não vai me dizer que quer falar de uma foto que você tirou?
Ah… não posso abrir um pequeno parênteses para dizer que…
Não não… nós vamos ficar por aqui mesmo Jornaldo. Acabou o tempo. Muito obrigado pelo seu depoimento! Ok?
Não tem mais tempo?
Não…
Tudo bem então… quero dizer a todos que no próximo programa me comprometo a falar das minhas fotos…
Aff…

Por Regis Luís Cardoso (*Arte: Simon Taylor).

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