Jornalistas barram retrocesso em São Leopoldo

Ontem, 5 de fevereiro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul foi à Câmara de Vereadores de São Leopoldo, junto com diversos jornalistas. O motivo foi o rumor de um Projeto de Lei que atendia pela não exigência do diploma para assessor de imprensa na casa de vereadores da cidade gaucha. Houve panfletagem e distribuição do jornal Versão dos Jornalistas. O prefeito municipal Aníbal Moacir da Silva compareceu, recebeu um exemplar do Versão e se mostrou solidário à preocupação dos jornalistas.
A categoria lotou o plenário (foto) e acompanhou o discurso de Milton Simas, presidente em exercício do Sindicato, na tribuna. "O argumento de que a profissão não requer qualificações específicas é uma visão mesquinha de quem pretende atacar um direito", disse Simas. "Sem este profissional, não há jornalismo. Para informar jornalisticamente é preciso qualidade, são necessários pressupostos éticos, conhecimentos técnicos e tecnológicos". O jornalista lembrou, ainda, que aquele histórico prédio já abrigara uma casa de estudantes, coincidentemente. "Um assunto desses nem deveria estar sendo pautado, no lugar de leis feitas em prol da população de São Leopoldo".
Os rumores sobre o polêmico PL não estavam totalmente acertados. Não havia projeto a ser votado, apenas uma movimentação dentro da Câmara de Vereadores, sem formalização. Os edis fizeram uso da palavra e, em sua maioria, apoiaram a posição dos jornalistas, pela exigência de diploma. Já o vereador Pastor Perci, do PSL, apontado como autor da iniciativa, junto a Iara Cardoso, PSC, se defendeu. "Não estava legislando em causa própria", declarou.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul
Fotos: Robinson Estrasulas

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