A morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos da Silva, 46, no último domingo (6), numa operação do Bope contra traficantes no Rio de Janeiro, deve dar partida para criação de regras claras na cobertura de operações de risco. É o que avalia o especialista em segurança pública e privada e pesquisador criminal, Jorge Lordello. “A partir de um caso triste como esse, a polícia deve criar um protocolo para as ações da imprensa”, explica.
Segundo o especialista em segurança pública não houve cautela das duas partes e falha no relacionamento entre polícia e jornalistas. “Em operações como essas, o jornalista entra depois que o local já foi invadido, não no momento da invasão, atrás da polícia, na troca de tiros. É um risco incontrolável”.
De acordo com o repórter da TV Record, Dennes Queiroz, que acompanhava a operação, em nenhum momento a polícia alertou jornalistas a permanecerem afastados ou aguardarem até o final da operação. Mesmo assim, Queiroz disse que a polícia fez todo o possível para socorrer o profissional.
O repórter cinematográfico participava da cobertura da invasão da favela Antares, em Santa Cruz, bairro na zona oeste da capital fluminense. A operação contra o tráfico de drogas contou com a presença de mais de 80 membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do BPChoque (Batalhão de Choque).
Fonte:Comunique-se


