O Conselho Nacional dos Direitos Humanos estará em Curitiba nos dias 11 e 12 de junho para sua 6ª Reunião Ordinária. Na ocasião, atividades especiais realizadas na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná farão parte da agenda dos conselheiros
A partir das 15h da quinta-feira (11), a sociedade civil terá oportunidade de diálogo, e poderá relatar as ameaças e violações de direitos sofridas para o CNDH. Um dossiê construído pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Paraná (Sindijor-PR), que relata casos de ameaças contra os profissionais da área deve ser apresentado no evento. Da mesma forma, as ameaças a defensores de direitos humanos do Paraná – como de integrantes de assentamentos e faxinalenses – também serão relatados. Moradores da Ocupação Tiradentes, ameaçados de despejo por uma empresa de aterro sanitário também devem ser ouvidos na ocasião.
Conselheiro do CNDH, Darci Frigo, explica o propósito da conversa é levar “conhecimento às pessoas sobre o novo Conselho, além de abrir os espaços para que a sociedade civil e as organizações possam apresentar denúncias ou proposições”.
Violência policial
Na sexta-feira (12), uma audiência pública, às 10h, discutirá a violência policial cometida contra professores e manifestantes no dia 29 de abril. Na data, mais de 200 pessoas ficaram feridas em manifesto contra um projeto de lei estadual, que alterava a previdência. O massacre foi resultado da ação arquitetada pela Secretaria de Segurança Pública do estado, que convocou mais de mil policiais militares.
Segundo Frigo, que também é coordenador da Terra de Direitos, a audiência foi solicitada ao Conselho após denúncia do Comitê 29 de abril, criado para tratar das violações de direitos humanos no massacre dos professores e trabalhadores na Praça Nossa Senhora de Salete.
O caso também foi tema de audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal.
Confira programação completa aqui.
Fonte:Assessora de Comunicação / Terra de Direitos
Autor:Franciele Petry Schramm


