Gaeco avança nas investigações da ameaça de morte a James Alberti

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná

SindijorPR e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná se reuniram com promotor de Londrina: “caso é prioridade”


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná está investigando a tentativa de assassinato do jornalista James Alberti, produtor da RPCTV que investigava casos de pedofilia e fraudes na Receita Estadual de Londrina.

O esquema montado para tentar executar o jornalista foi revelado apenas no dia seguinte, quinta-feira (09/04) ao próprio Grupo de Comunicação por uma pessoa ainda não identificada. A emboscada seria feita em uma churrascaria da cidade em uma forjada tentativa de assalto, para evitar rastros.

O Gaeco de Londrina já tem imagens do hotel em que o jornalista ficou hospedado e de outros locais por onde o Alberti teria passado que podem levar aos autores do crime. De acordo com o promotor Claudio Esteves, a investigação deste caso é considerada como prioridade pelo órgão. “Estamos tratando como prioridade. Já começamos a ouvir pessoas sobre este caso e os vídeos estão sendo analisados por uma equipe especializada”, disse Esteves.

Uma comissão formada pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindijorPR), Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná e do Comitê Paranaense de Proteção ao Jornalista esteve na sede do Gaeco em Londrina para acompanhar o andamento das investigações (foto).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, Gustavo Henrique Vidal, este fato representa um atentado não só contra o jornalista, mas à liberdade de imprensa e deve ter uma resposta à sociedade o mais rápido possível.

“Uma tentativa de assassinato deve ser investigada até que se descubra o autor. Quando isso acontece com um jornalista que investigava crimes como corrupção e pedofilia afronta o direito à informação da sociedade, já que são os jornalistas que investigam para informar a população”, ressalta Vidal.

Já o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná, Ayoub Hanna Ayoub, revela que o caso trouxe insegurança para outros profissionais da cidade que investigam os casos. “Há um receio dos jornalistas locais após a revelação deste esquema criminoso. Estamos acompanhando as investigações até pela proteção dos demais trabalhadores”, afirma Ayoub.

REAÇÃO


No domingo (3) cerca de 200 pessoas se reuniram no Largo da Ordem, em Curitiba, em uma manifestação contra a censura de profissionais da imprensa no estado do Paraná. Vestindo as camisetas pretas da campanha “BASTA: Chega de perseguição a jornalista”, os profissionais desceram a tradicional feirinha de Curitiba em silêncio, com uma mordaça na boca.

Além da tentativa de assassinato ao jornalista James Alberti, quatro jornalistas do jornal Gazeta do Povo estão sendo constrangidos a revelar a fonte de uma reportagem investigativa que denunciou abusos das polícias no Paraná na série de reportagens “Polícia Fora da Lei”. Os jornalistas foram ouvidos ao menos 20 vezes e optaram pelo direito do sigilo da fonte.

No recente episódio em que 213 professores do Paraná foram feridos em uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, ao menos dez profissionais de imprensa também saíram machados. Um cinegrafista da TV Band foi mordido por um cão da PM.

Autor:SindijorPR

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