Junto à sociedade civil, Sindicato deve pressionar para que emissora seja de fato pública e não uma correia de transmissão dos desmandos da gestão Richa
O Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindijorPR), no dia 29 de janeiro, protocolou ofício solicitando reunião com o novo presidente da Rádio e TV Educativa do Paraná (RTVE), Sergio Kobayashi. A resposta teve uma sinalização de início positiva, mas logo o Sindicato passou dois meses sem retorno. Uma reunião foi desmarcada e, mesmo frente a ligações e emails da entidade sindical, a direção da emissora justificou não ter espaço na agenda.
A pauta de discussão se refere à demanda dos jornalistas por concurso público na RTVE.
Esta pauta é, na verdade, a busca de solução para o atual processo de precarização, demissões frequentes e uso de subcontratação de profissionais. As péssimas condições de trabalho na emissora têm alimentado quadro preocupante de doenças laborais.
O interesse público também é afetado. Afinal, como é possível uma programação jornalística, cultural e de qualidade frente a esta situação? Em 2013, diante do projeto de transformar a RTVE em uma empresa na configuração de serviço social autônomo, o Sindijor foi contrário e realizou diversos debates exigindo três itens básicos: 1) Concurso Público 2) Autonomia para os profissionais 3) Controle Social nos rumos da emissora.
Mas tudo continuou igual. E seguimos sendo prejudicados com a postura de uma direção que se recusa a dialogar com os profissionais e trabalhadores da área.
Fato curioso, uma das justificativas para a agenda cheia de Kobayashi seria devido à “greve dos professores”. Entre os desmandos do governo Richa que apontamos no período da greve, também condenamos o fato de a RTVE ter sido cercada pela Polícia Militar, no dia 12 de fevereiro, na tarde da votação do “pacotaço”, como uma forma de confundir os manifestantes sobre o possível local de votação dos projetos do governo Beto Richa.
À época, muitos profissionais de jornalismo ficaram indignados com tal postura do governo do estado, que fere as esferas de autonomia necessárias nesse espaço de cultura e comunicação.
Qual a saída para a situação da RTVE? Junto à sociedade civil, às entidades que defendem o direito à comunicação pública e democrática, o Sindijor vai denunciar em todas as esferas possíveis a atual situação da emissora e cobrar do governo Beto Richa medidas que já poderiam ter sido realizadas.
Autor:Diretoria SindijorPR


