O jornalista e escritor Pedro Carrano fez sua estreia na literatura na última terça-feira (7) na sede do Sindijor. Participaram do lançamento jornalistas, amigos, estudantes e integrantes de movimento sociais. A obra “Três Vértebras e um Primeiro Testamento” (Edição do Autor, via lei de incentivo municipal) é uma espécie de coletânea, uma seleção de três livros escritos em momentos diferentes ao longo de mais de dez anos.
O livro traz contos curtos, que transitam do fantástico à temática urbana, dialogando com autores como Marçal Aquino, João Antonio, etc. Os textos navegam nas temáticas que navegam do absurdo a realidade, muitas vezes num contexto desumanizado, como define o próprio autor.
Alguns dos contos foram publicados originalmente na coluna Luzes da Cidade, do Jornal do Estado, na qual Carrano publicou entre 2000 e 2003.
Na obra, há ainda uma sequência que leva o leitor para um lado mais poético, com poemas curtos.
Três Vértebras: Organizado na sequência das obras mais recentes para as mais antigas, o “terceiro capítulo” do livro busca costurar uma unidade e uma narrativa do primeiro ao último poema, tendo como eixo o formato de sonetos, construindo uma dialética entre a temática lírica e a temática social.
“Acredito que a literatura se engaja num projeto histórico e exige uma postura do escritor. E o autor deve ser comprometido politicamente com o seu tempo. Não parto de uma posição neutra ou comprometida ‘apenas com a arte’, embora, principalmente nos poemas, me permito experimentar e inventar ao máximo”, afirma Pedro Carrano.
Autor: Diretor do Sindicato de Jornalistas do Paraná, repórter do jornal Brasil de Fato e assessor de imprensa sindical. Apoiador de movimentos sociais como MST e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Participou do livro “As melhores entrevistas do Rascunho” (Arquipélago Editorial), além de antologias de poesia.
Produziu também cartilhas para os movimentos sociais. Realizou cursos de comunicação popular em comunidades do sul do México, onde viveu, e também em áreas de ocupação urbana em Curitiba, onde ajuda a organizar o jornal Folha do Sabará. Da sua experiência de repórter e educador em países como o México finalizou recentemente o livro de narrativas “Antes da Tempestade” (no prelo).
Por Regis Luís Cardoso com informações de Pedro Carrano (*Foto: Joka Madruga).


