Em cenário de chacina, jornalistas são ameaçados de morte

O jornalista João Carlos Frigério relata como ele e o repórter Jota Pê, do Programa 190, da CNT, foram ameaçados no último dia 30, quando retornaram a uma casa no bairro Barreirinha para fazer uma matéria sobre a chacina que ocorrera ali na sexta-feira. A situação revela as dimensões absurdas da criminalidade, que contrasta com a tibieza do Poder Público: um criminoso armado fez uma série de ameaças aos profissionais da imprensa em pleno trabalho, no cenário de uma horrível chacina que, em menos de 24 horas já estava dominado pelo tráfico, que se encarregou de não deixar provas dos seus crimes, incendiando o local onde ocorreram os crimes. O Sindijor repudia a falta de intervenção social das diversas esferas do Poder Público, que deixa a violência campear e reinar inconteste em regiões inteiras de nossas cidades. Mas não apenas o combate direto à violência é deficiente: há um caldo social de anomia, fruto do desamparo e de falta de assistência de serviços públicos (o cuidado com os dependentes químicos é apenas um exemplo) e infra-estrutura, especialmente nas periferias sabidamente carentes. O Sindijor vai enviar um ofício ao secretário da Segurança Pública e ao comandante da Polícia Militar do Paraná exigindo providências sobre o caso.

Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296

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