“Na última quarta-feira, dia 17 de junho de 2009, o Brasil recebeu um duro golpe: a mais alta corte do País, o Supremo Tribunal Federal, extinguiu a exigência do Diploma para o exercício da profissão de jornalista. A ação pode ser comparada a um dos piores momentos da história recente do Brasil, pois funciona como um verdadeiro AI-5. Ao melhor estilo ditatorial, passa-se a funcionar um cerceamento da liberdade de expressão, uma vez que no próprio voto do ministro Gilmar Mendes, ele decretou que a partir de agora, ‘a autorregulamentação deve ser feita pelas empresas de comunicação’. Isso deixa nas mãos dos patrões a decisão de quem deve ou não ter o direito de produzir a informação a ser veiculada na imprensa. Privatizando a liberdade de expressão. Não podemos aceitar tal irregularidade e irresponsabilidade, uma vez que diuturnamente vemos esses mesmos meios de comunicação produzindo ataques e criminalizando os movimentos sociais e as organizações dos trabalhadores. Por meio dessa moção, a Central Única dos Trabalhadores solidifica a luta por uma liberdade de expressão plena, e de alcance de toda a sociedade. Não admitimos a troca da Universidade (instituição secular) pelos barões da mídia. Afinal, pelo exposto por Gilmar Mendes, eles controlarão quem deverá formular a informação para a sociedade, sem critérios técnicos e éticos, que somente a sala de aula é capaz de preparar o profissional jornalista. Corre-se o risco de transformar a sociedade ainda mais refém dos detentores dos meios de produção desse bem simbólico que é a informação. A linguagem que hoje é hegemônica corre o risco de ser ainda mais manipulada. Por isso, os delegados eleitos no 11º Cecut defendem uma mídia livre e democrática, e exigem um novo marco regulatório que volte a criar mecanismos técnicos para garantir o equilíbrio e a função social do jornalista.”
Fonte:CUT-PR


