O Grupo de Estudos do Ministério do Trabalho e Emprego realizou nesta segunda-feira pela manhã, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Porto Alegre a segunda audiência pública sobre a regulamentação da profissão de jornalista com a promessa da abertura da consulta pela internet. Participaram na mesa pelo lado dos jornalistas o juiz Marco Túlio de Oliveira Martins, que também é jornalista, e o ex-presidente da Fenaj, Lucídio Castello-Branco, ao passo que os patrões foram representados por Antônio Bezerra, ex-advogado do grupo RBS, e Leonardo Meneghetti, diretor de Jornalismo da Band. A presidente do Sindijor e vice-presidente da Fenaj Sul, Aniela Almeida, participou da consulta, que terminou com uma manifestação dos patrões pelo abandono das discussões que, segundo eles, estariam fugindo ao modelo de perguntas e respostas e estaria mais aberto ao debate entre os participantes. Segundo eles, o modelo de discussão privilegia os jornalistas, que se fazem mais presentes na assistência. Propriamente nas discussões da regulamentação as empresas propuseram a supressão do rol de atividades de jornalista, diante da necessidade do profissional “multimídia” (leia-se: um faz-tudo, em condições de trabalho precarizadas). Fazendo um discurso paradoxal para a lógica patronal, Meneghetti defendeu que não é um problema a jornada diária de cinco horas, desde que o jornalista seja bem remunerado e não precise de outro emprego. Castello-Branco sustentou a necessidade de se exigir o diploma para o exercício da profissão como uma forma de se assegurar a profissionalização e a defesa dos valores democráticos. A primeira audiência pública foi realizada no dia 15 de setembro em Recife. As demais estão programadas para o dia 9 de outubro, no Distrito Federal; 10 de outubro, em Belém; 20, no Rio de Janeiro, e a última no dia 29, em São Paulo. Mais informações aqui.
Fonte:Fenaj


