Patrões querem confisco de direitos. Assembléia na quinta-feira

Numa resposta que soa como afronta à organização dos jornalistas, os patrões entregaram somente na terça-feira uma contraproposta à pauta para a Convenção Coletiva dos Jornalistas e, ao invés de uma negociação séria, vieram logo sugerindo o confisco de direitos. De cara, os patrões propõem o congelamento do piso salarial da categoria, que há 10 anos não recebe aumento real (o que vêm trazendo perda de massa salarial da ordem de R$ 10 mil), e dar apenas a reposição da inflação para quem já está trabalhando, o que representaria mais perdas. Sobre aumento real, abono e Participação nos Lucros e Resultados, nenhuma palavra. Ainda, se depender deles, também fica extinta a cláusula que dá aos trabalhadores garantias contra demissões coletivas, ou seja, ficaríamos totalmente desamparados, à mercê do patronato, que poderia demitir em levas os profissionais experientes e que têm salários maiores e contratando recém-formados ganhando o piso (congelado!). Hoje a convenção define a dispensa coletiva (15 demissões para empresas com mais de 50 jornalistas, ou de cinco para quem tem menos de 50 profissionais na redação) e estabelece critérios de ordem de desligamento para quando ela ocorre (primeiramente os que preferem a dispensa, depois os já aposentados e finalmente os que têm menos tempo de casa). Isto não agrada aos patrões, que querem ficar com a prerrogativa de aterrorizar os contratados e aviltar os salários, valendo-se do “estoque” de mão-de-obra disponível. Na carta encaminhada ao Sindijor, propõem ainda o fim do anuênio (1% de adicional por ano trabalhado na empresa, conquista histórica da categoria) e a sua substituição por outro mecanismo para avaliação de desempenho e produtividade – sem precisar qual. No mais, a contraproposta patronal é congelar a convenção vigente como está, sem sugerir nenhum avanço, nem mesmos nas reivindicações que não teriam impacto econômico, como a instauração da cláusula de consciência. Frente a esta situação, o Sindijor mantém o pedido de mesa-redonda na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), a fim de que tenhamos uma negociação em condições minimamente aceitáveis. Para definirmos ainda novos passos para a negociação, fica marcada assembléia geral extraordinária dos associados na sede do Sindijor (Rua José Loureiro, 211, Centro de Curitiba), na próxima quinta-feira, dia 30, às 19h30 em primeira convocação e às 20h em segunda convocação.

Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296

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