No 1º de junho, Dia da Imprensa no Brasil, os jornalistas paranaenses lastimam mais uma violação à liberdade de expressão. Desta vez foi em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), onde, por decisão prefeito Nelson Tureck, do PMDB, a TV Carajás foi fechada. A suspensão do sinal da emissora e a aposição de lacre nas portas da geradora foram determinadas, sob a alegação de que a TV Carajás estava funcionando sem alvará. Segundo a emissora, a verdadeira razão seria a pouca tolerância do prefeito às críticas que a TV fazia à sua administração. Segundo a direção de emissora, estava sendo buscada a regularização com a administração da cidade, mas a prefeitura não teria mostrado disposição e não realizara a vistoria prévia, necessária para a concessão da licença. Não surpreende: usar um pretexto técnico ou jurídico – como a falta de alvará – para escamotear intenções de censura é prática conhecida entre os governantes pouco afeitos à liberdade de imprensa. Impossível deixar de associar a medida com o fechamento da RCTV na Venezuela pelo regime de Hugo Chávez, ocorrido no último fim de semana. A represália do governante à imprensa quem tem visão divergente ou mostra o lado “menos agradável” das administrações é certamente ato de censura e precisa ser combatida. O Sindijor se solidariza com os trabalhadores da emissora e espera que esta ação despropositada não seja um precedente para outras violações, mas um exemplo significativo de tudo o que um político comprometido com a democracia não deva fazer.
Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296


