Jornalistas latino-americanos solidarizam-se com colegas desrespeitados por Requião

Os jornalistas da Venezuela, Argentina, Chile, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Brasil que representam suas entidades sindicais no Programa de Instrução Sindical Avançado (PISA 2006), promovido pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), manifestaram apoio e solidariedade aos profissionais desrespeitados pelo governador Roberto Requião, durante entrevista coletiva realizada na segunda-feira. Para o presidente da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Feplac), Manuel Méndez, que acompanha o evento, a atitude de Requião de pressionar os jornalistas compromete a qualidade da democracia no Estado. “A função de informar a sociedade precisa ser respeitada. A tentativa de intimidação limita o exercício da democracia e prejudica a liberdade de expressão, considerada por inúmeros organismos internacionais como um direito humano fundamental”, disse. O vice-presidente da Federação Internacional na América Latina, Osvaldo Urriolabeitia, diz que um governante não tem o direito de impedir a divulgação de informações que não lhe agradam. “Ao tentar impedir que o público receba as informações, o governante conspira contra a essência da democracia, que é a diversidade de opinião, e a liberdade de expressão é uma exigência, uma necessidade e um imperativo”, afirmou. Para ambos, antes de menosprezar a atividade dos profissionais que estão nas redações, o governador deveria respeitar os profissionais que trabalham para o seu governo. No governo do Estado, a carreira de jornalista não foi instituída, e os profissionais não contam com uma remuneração adequada e nem com os demais benefícios garantidos pela convenção coletiva de trabalho. Além disso, o governo se recusa a realizar concurso publico para a contratação de jornalistas para trabalharem na rádio e TV Educativa. As duas reivindicações estavam incluídas na carta-compromisso elaborada pelo Sindijor e enviada aos candidatos antes do pleito – e que não foi assinada por Roberto Requião. Quem sai perdendo com esta omissão não são somente os jornalistas, submetidos aos caprichos de Requião, mas a própria população, que vê veículos que deveriam atender ao interesse público sendo usados para fins políticos.

Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296

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