O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná repudia com veemência a agressão aos jornalistas Cahuê Miranda e Valquir Aureliano, do jornal Tribuna do Paraná. Cahuê foi preso arbitrariamente pelo soldado da Polícia Militar Robson Luiz dos Anjos no último sábado. Logo após o jogo entre Atlético e Paraná no Kyocera Arena, Miranda e o repórter fotográfico Valquir Aureliano registravam o momento em que policiais brandiam cacetetes sobre torcedores atleticanos que haviam se envolvido numa briga, quando Miranda pediu ao policial que dissesse seu nome (Robson havia dado uma cotovelada em Aureliano, que é repórter fotográfico). A pergunta foi tomada pelo policial como uma grave ofensa e “desacato a autoridade”: o resultado foi a agressão com uma “gravata” em Miranda, sua imobilização e prisão com algemas (o que é feito apenas em casos de resistência à prisão, e não foi esse o caso). O policial, segundo Miranda, retirou o velcro com identificação do uniforme e o fez assinar um termo circunstanciado por desacato. Miranda considerou a prisão acintosa e, depois dos exames de lesões corporais, fez um pedido de sindicância interna para apuração do caso ao batalhão em que o soldado está lotado. O Sindijor, solidário com o colega vítima de uma prisão imotivada no momento em que atuava profissionalmente, enviou hoje ofício à Secretaria Estadual de Segurança Pública pedindo esclarecimentos e, se necessário, punição para quem quer que tenha extrapolado no exercício de suas funções.
Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3223-4658


