07 de Abril | Dia do Jornalista: a profissão que sangra, mas não silencia

Ser jornalista é viver entre o aplauso e a ameaça.

É escrever a história com os dedos sujos de café frio, digitar verdades enquanto o mundo grita mentiras — e ainda sorrir de canto, porque alguém precisa contar o que está acontecendo de verdade.

É carregar nas costas o peso de histórias que não são suas, mas que, de alguma forma, passam a ser.

É ouvir o choro da mãe que perdeu o filho, o desabafo do trabalhador invisível, a denúncia sufocada de quem nunca teve palco… e transformar tudo isso em palavra. Em notícia. Em memória viva.

No Paraná ou em qualquer esquina do planeta, o jornalismo resiste.

Mesmo quando o wi-fi cai, a fonte some, o chefe cobra, o salário não paga.

Mesmo quando nos chamam de “militante”, “vendido” — ou pior: de inútil.

A gente segue.

Não por heroísmo, mas porque a verdade é teimosa.

E quem vive disso, aprende a ser também.

A cada deadline, um dilema.

A cada pauta, uma batalha.

A cada ameaça velada ou explícita, uma escolha: calar ou continuar.

E a gente continua.

Porque entre o silêncio conveniente e a palavra incômoda, escolhemos a palavra.

Jornalismo não é vocação, é resistência.

É profissão com CPF, boletos e cicatrizes.

É amor na trincheira.

É transformar dado em denúncia, estatística em rosto, tragédia em mudança.

É dar nome ao que tentam esconder — e luz ao que querem manter escuro.

Hoje é Dia do Jornalista.

Gostamos de parabéns, claro.

Mas queremos apenas duas coisas: respeito à atividade profissional e o reconhecimento de que sem jornalismo não tem democracia, não tem memória, não tem futuro.


Então, pra você que hoje vive com um celular na mão, um bloquinho no bolso e a indignação na alma, nosso muito obrigado.


Por não desistir, por continuar, por ser a voz quando o mundo tenta abafar o grito.

Porque enquanto houver um jornalista de pé, a verdade não se curva.


Hoje, não basta celebrar.

É preciso reconhecer quem sangra para que a verdade sobreviva.

É preciso respeitar.

É preciso proteger.

Jornalismo se faz com profissionais diplomados, preparados tecnicamente e com compromisso ético.

Jornalismo também se faz com equidade e respeito à diversidade.

Mas, sobretudo, jornalismo se faz com jornalistas que tenham acesso à dignidade e a políticas de proteção e cuidado.

Nós informamos o Paraná.

Nós informamos o Brasil!

Curitiba, 07 de abril de 2025.

Direção do SindijorPR

Autor:SindijorPR

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