CUT realiza assembleia nacional em São Paulo contra a Reforma da Previdência

 

Em defesa da aposentadoria e da Previdência Social, no dia 20 de fevereiro, a partir das 10h, na Praça da Sé, no centro de São Paulo, os trabalhadores e trabalhadoras realizarão uma Assembleia Nacional para definir um plano de lutas unitário contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ).

 

A Proposta de Emenda Constitucional, PEC da reforma da Previdência, vazada pela imprensa, que deve ser encaminhada ao Congresso Nacional prevê idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, um gatilho para reduzir as aposentadorias das mulheres e até redução de 40% no valor das pensões pagas a viúvos e órfãos – se essa proposta for aprovada, o valor dos benefícios pode ser de menos de um salário mínimo.

 

Para a CUT e demais centrais sindicais que estão organizando a luta de resistência da classe trabalhadora – Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB – as propostas sinalizadas pela equipe econômica do governo praticamente acabam com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

 

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, alerta que, embora ainda não haja uma definição do texto final a ser apresentado no Congresso Nacional, as propostas vazadas até agora, como a capitalização da Previdência e a obrigatoriedade de idade mínima para o trabalhador e a trabalhadora se aposentarem, mostram que o projeto de Bolsonaro é ainda pior do que o apresentado pelo ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e engavetado após a greve geral que paralisou o Brasil em abril de 2017.

 

“As propostas em estudo têm variações, mas os pontos centrais, como a adoção do sistema de capitalização, que não tinha na reforma de Temer, a obrigatoriedade da idade mínima e ter de trabalhar ainda mais para ter direito a 100% do benefício, são extremamente prejudiciais e afetam de forma cruel os mais pobres”, diz Vagner.

 

A resistência, segundo o presidente da CUT, está sendo construída a partir da base e, no dia 20 de fevereiro, os trabalhadores e trabalhadoras vão dizer quais foram as deliberações sinalizadas nas assembleias e nos locais de trabalho de todo o País.

 

“Os sindicatos foram para as bases, estão realizando assembleias e construindo a organização da luta. E as demandas e as deliberações dos trabalhadores serão a base do que iremos definir no dia 20”, explica Vagner.

 

“Pode ser que ainda não tenhamos o conhecimento do texto final, mas sabemos que as diretrizes das propostas são contrárias aos interesses do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras”.

 

Segundo a equipe técnica do governo, o projeto está previsto para ser apresentado ao Congresso Nacional entre os dias 19 e 21 de fevereiro. No entanto, a aprovação do texto final depende do aval de Bolsonaro, que ainda precisa deixar o hospital Albert Einstein, onde está internado, e estar em condições de despachar, o que não tem data certa para ocorrer.

 

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou nessa segunda-feira (11) que, inicialmente, “está descartado” que Bolsonaro receba a proposta de reforma no hospital Albert, segundo informações do jornal Valor Econômico.

 

Há dez dias, no entanto, depois que Bolsonaro teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o porta-voz chegou a declarar que Bolsonaro estava analisando dois ou três formatos de reforma encaminhados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Mobilizações

 

A Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, que reunirá trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e regiões do país, ocorrerá na Praça da Sé, no centro da capital paulista. Outras ações descentralizadas, como atos, assembleias, panfletagens e diálogo com a base, também estão previstas para ocorrer no mesmo dia ou em outros dias em estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Piauí, e Santa Catarina.

 

Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora

 

10h – Praça da Sé, centro de São Paulo

 

Atos e mobilizações (em atualização)

 

Amapá

 

Ato em frente ao prédio do INSS de Macapá

 

Bahia

 

10h – Ato em frente a Previdência Social do comércio

 

Ceará

 

6h – panfletagem nos terminais de ônibus em Fortaleza

 

11h – panfletagem na Fábrica Guararapes

 

13h30 – panfletagem na OI/Contax.

 

15h – panfletagem nas ruas do centro e Tribuna Livre na praça do Ferreira

 

Maranhão

 

Ato unificado – horário e local a definir

 

Piauí

 

8h30 – Assembleia da Classe Trabalhadora do estado, em frente ao Prédio do INSS – Praça Rio Branco – centro de Teresina

 

Rio de Janeiro

 

15h – Ato no Boulevard Carioca, esquina com a Av. Rio Branco

 

Rio Grande do Norte

 

14/02 –Jornada sindical rural em defesa da Previdência

 

20/02 – Plenária Unificada – horário e local a definir

 

Rondônia

 

11/02 a 15/02 – Plenária estadual

 

Rio Grande do Sul

 

14/02 –Ato Unitário contra a reforma da Previdência

 

18h – Esquina Democrática, em Porto Alegre

 

Santa Catarina

 

15h – Ato no largo da Catedral, no centro de Florianópolis

 

Sergipe

 

Assembleia Estadual em Aracaju – horário e local a definir

 

Tocantins

 

16/02 – Plenária Unificada Estadual

Fonte:CUT

Autor:Tatiana Melim

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