JORNALDO – O preço da globalização: gols, baladas e mugidos

Opa… opa opa opa… e aí galera? Tudo bem?

Bom… depois de um longo período a observar o futebol pelo mundo, rodar por aí e comentar campeonatos internacionais… hoje ‘muá’ retoma a transmissão intelectualmente ordinária relativa as práticas futebolísticas dos jornalistas que pensam ser atletas – adoro essa frase.

E vou logo chutando o balde: não é porque o Sindijorzão ganhou proporções e conotações internacionais que ficará livre da minha crítica.

Além disso… que história é essa de futsal master? Veterano? Isso é sacanagem né?

Por fim… parabéns a todos… o torneio é sempre muito lindo… disputado… vários amigos reunidos… blá blá blá e blá blá blá e mais um blá blá blá…

Dito isso… encerro aqui minha transmissão… afinal.. não vi os jogos…

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Rá…

Ah se fosse a Glória Pires comentando o Sindijorzão ein?

Sorte que aqui o papo é outro…

Agora volto aos veteranos. Puts…. tive que desligar meu celular nesses últimos dias… ele não parava de tocar: “Jornaldo, joga no meu time”; “Jornaldo, você está escrito no meu time”, blá blá blá… blá blá blá… blá blá blá… que pesadelo… que inferno… paparazzis no meu pé… “Jornaldo, voltará para as quadras?”… não… não… e não…

E nunca… nunca… nem no meu pior pesadelo… imaginei o Valkiller me convidar pra jogar um torneio master… sabe o que é o pior disso tudo? É que isso realmente aconteceu!

Sabe o que é pior ainda? O Valkiller não irá manter sua palavra de ficar longe das quadras e romperá sua aposentaria tardia. É sério… ele jogará no Refugos Master.

Sem comentários…

Mas é como dizem… e não sei se disseram assim… mas… “nada é tão ruim que não possa piorar”…

Por exemplo:

Chegaram pra mim questionando: “nossa Jornaldo, você viu que o Refugos ganhou sua primeira partida na história do Sindijorzão?”.

“Sim. Ouvi falar. Mas não vi” – responderia o Jornaldo Pires…

Porém… aaaa porém… aqui não é o Jornaldo Pires… aqui é o Jornaldo Pira… afinal… sou da época do Woodstock. Sou old school… das antiga… sabe como é…

E já aproveito a parte lisérgica que me cabe… pra relatar essa história de Jornaldo vs Refugos. Olhem o que eu tenho que passar durante minha reclusa observação das partidas:

Lá estava eu parado… quando…

Oh! Jornaldo…

Que bom que o encontrei

Por tempo estive calado

Mas agora extravasarei

Você zoava o meu time por não vencer

Mas ele das cinzas alcançou a glória

E agora eu grito: #CHUPAJORNALDO

Aqui é o Refugos e sua primeira vitória

Sim… você deve estar se perguntando: que coisa bizarra é essa? Pois é… eu também me perguntei. Depois, olhei pro jovem parado meio que cambaleando em minha frente. O questionei:

“Rapaz, como é mesmo seu nome?”

E a resposta foi explicativa:

“Meu nome é Adriano Rima”.

Esses versos infames nada mais são que um desabafo do nobre jornalistas… e toda essa profundidade contestável e inconveniente se justifica. Afinal, o Refugos ganhou uma.

Agora… até aí tudo bem… porém… o que os jogadores do Refugos querem de mim? Estão exigindo retratação?

RETRATAÇÃO DO QUÊ? (sim… isso é um grito).

Querem saber mesmo o que eu acho do Refugos?

Vou dizer…

Refugos, vocês ganharam uma e são líderes do grupo, mas… e daí?

Prestem atenção… cuidado ao vencer. Muito cuidado. É como diz o ditado futebolístico: “tem time que está a beira do precipício e quando ganha se empolga e dá um passo a frente”. Escute o velho Jornaldo… até pra vencer é preciso estar preparado.

Além disso, não me venham como #chupajornaldo, que porr@ é essa de #? O que isso quer dizer? É uma ameaça? Um código? Não tenho medo ein? Não tenho medo…

Só por que são líderes do grupo e no último domingo fizeram mais gols (9) que na soma das suas duas outras participações no torneio?

Menos… bem menos…

E outra… pra falar comigo é necessário encher a cara de cerveja e vir fazer rima? São MC’s também? Aff…

Por falar em cerveja… vou mostrar pra vocês como esse papo de “a bola pune” é verdadeiro.

Este é um breve tempo na minha retórica pra simplesmente contar um pequeno causo peculiar. Um relato. Uma lição de vida. Aperte o play e siga sua leitura com a trilha sonora.


Quando vi aquele jovem canhoto iniciar sua carreira com a camisa da CBN, logo falei… “que catiguria”. E de promessa… com assistências, dribles e gols… virou realidade ao aceitar a proposta do time da Prefeitura de Curitiba.


Seu segundo ano no Sindijorzão foi satisfatório. O que rendeu um grande contrato.


Essa nova vida viria em forma de título. Foi campeão do Sindijorzão 2013 com o Sensacionalistas. Lá atingiu seu auge.


Porém com o sucesso vieram os problemas. Mesmo no topo do mundo, o canhoteiro Stringa deixou o futebol de lado e se preocupou mais com noites infinitas… baladas e mais baladas…


Não demorou muito pra perder sua dignidade. Foi ladeira abaixo até conseguir um mísero contrato suicida com o Jornalismomorreu. Seria a luz no fim do túnel? Não… não seria.


Já debilitado pelos excessos desse mundão de meu deus… o canhota se perdeu… estava sem time. Mas, como dizem… quem não merece uma centésima chance?


Dessa forma, uma forma meio arredondada por sinal, fiquei feliz em saber que Stringa voltará as quadras defendendo o Jotão.


Junto a isso… um milagre… e oriundo da cevada. O seu salário ficou estipulado em duas cervejas (de marca não especificada).


Fim.

Que medo…

De qualquer forma, o Sindijorzão está aí. Esse ano, totalmente globalizado. Internacional. Envolto de mistérios… de transações duvidosas… offshores em paraísos fiscais… etc… etc… e tal…

Eu sei que os assuntos dentro de quadra são prioridade… mas percebam uma coisa… há, de fato, algo estranho extra campo.

Se não houvesse, qual seria a intenção do técnico Hendryo em escalar a irmã e a namorada no seu time. Nepotismo? Óbvio. É CRIME… cadeia nele…

Outras situações chamam atenção. Sabe aquele papo do “dê poder ao homem e saberás quem ele realmente é”. Pois então… o Falafina, do Catadão, é presidente, auxiliar técnico, capitão, artilheiro, goleiro linha, roupeiro, massagista, psicólogo e preparador físico do SEU time!

Acúmulo de função é pouco… quer mais o quê? Perder nos pênaltis pro Sensacionalistas de novo?

Ah… eu sei o que ele quer mais… ele quer ser o Donald Trump do Sindijorzão… quer tudo… quer acabar com o socialismo. Acabou com o Che Garotos… usou da sua per$ua$ão pra “contratar” os líderes guevaristas Rafa e Manoel.

Dizem que o Manolo parou de escutar Buena Vista Social Club e agora anda com Frank Sinatra no fone de ouvido.

É o poder do capital… literalmente.

Veja, por exemplo, os contrastes…

De um lado o Donald Trump e do outro o time da Seleção; ou melhor… Semleção… porque os caras não tinham elenco e nem uniforme. Jogaram com cinco, sem reserva e com goleiro improvisado. Seria uma espécie de time subdesenvolvido? É o capital…

Além disso, tem jogador internacional e junto a ele… um mistério. O tal Andrea (Gazeta) é italiano. Cheguei a pensar que ele pode ser uma figura infiltrada. Uma funcionário do juiz Sérgio Moro pra investigar algumas transações que ocorreram pré Sindijorzão. Dizem que Andrea participou da “Operação Mãos Limpas” na Itália.

Contextualizo:

Tive que ligar pro juiz Sérgio Moro. Solicitei uma investigação e passei o nome de um tal Rogito Youssef.

Essa cara… primeiro mandou o jogador Boreki pro Canadá. Uma transação que envolveu uma grana pesada e que os valores nunca foram oficialmente revelados.

Após isso… ele trouxe o atleta Mauro da Austrália. Mais uma transação envolvendo dinheiro não declarado… e como não posso provar nada… passei a bola pro Moro…

Talvez a linha que ditará o caminho desse dinheiro sujo esteja nos investimentos do cartola em três times… e desses, dois perderam e um empatou na primeira rodada do Sindijorzão. Os nomes estão em segredo de justiça.

Por fim, fatos inusitados.

Primeiro parabenizo a Thaís, do time das Espetaculosas, por jogar futsal sem a sola do tênis. Já que ela arrancou um pedaço da sua arma de guerra e voltou pro combate. Isso sim é força.

Diferente do Mauro, aquele mesmo que veio da Austrália, do time dos Sensacionalistas… que levou uma bolada na sua arma de guerra, deu um mugido igual ao de um boi translouquecido de dor ao ter seus bagos fortemente atacados por abelhas…

Que berro horrível… ele saiu de quadra e nunca mais voltou…

Outro fato que chamou atenção foi a contradição futebolística na partida Arsênicas x Espetaculosas: alguém falaria que uma das melhores atletas em quadra foi uma goleira que tomou 15 gols?

Sim… isso aconteceu com a estreante Sílvia Valim, do time das Espetaculosas. Que estreia amigo! Se eu disser que ela fechou o gol você acredita? Pois é… ela fechou…

E apesar das contradições, também há coerências. O time Horriver Plate, por exemplo, tem total conexão com o nome. Pa-ra-béns.

Agora, de verdade, encerrarei. Digo que o tom do Sindijorzão 2016 é grandioso. O maior de todos até agora. E é o ano de comemoração dos 70 anos de história da entidade; essa que tem uma trajetória simbolizada por muito respeito aos jornalistas e incansável luta de classe.

É isso… fico por aqui. Até a próxima.

Caso alguém queira conferir os número do torneio… clique aqui.

Autor:Regis Luis Cardoso

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