A diretora do Sindijor Maigue Gueths, ao lado do jornalista Milton Ivan Heller, participou de reunião conjunta com grupos que compõem a Comissão Estadual da Verdade do Paraná. O encontro (06/02) no Palácio do Governo reuniu representantes do Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça; a Comissão da Verdade da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná; a Comissão da Verdade da Universidade do Paraná e o Grupo Tortura Nunca Mais. O objetivo da conversa foi deliberar sobre atividades e eventos que serão realizados no ano dos 50 anos do golpe militar.
Maigue Gueths explica que as atividades serão agendadas a partir do mês de março. "Está previsto um ato intersindical organizado pela CUTPR. O lançamento do livro do Milton Ivan Heller sobre os 50 anos do Golpe e também o Prêmio Teresa Urban promovido pela OAB”. A diretora do Sindijor ainda destaca que haverá exposição fotográfica no Memorial de Curitiba, além de um grande ato público na Boca Maldita. As Comissões da OAB, da UFPR e do Grupo Tortura Nunca farão atividades próprias durante este ano.
Caso Rubens Paiva e a farsa dos militares
O coronel e general reformado do exército Raimundo Ronaldo Campos apontou em depoimentos à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, no final de 2013, que a versão oficial sobre desaparecimento de Rubens Paiva é uma farsa. O ex-deputado sumiu no dia 20 de janeiro de 1971, depois de ser levado para a carceragem do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI-I), no Rio de Janeiro. Campos afirmou que a farsa foi uma ordem do major Francisco Demiurgo Santos Cardoso, que já morreu. A ordem do major teria sido: "olha, você vai pegar o carro, levar em um ponto bem distante daqui, vai tocar fogo no carro para dizer que o carro foi interceptado por terroristas, e vem para cá". O coronel ainda afirmou que o "teatro foi montado às pressas" e que amigos militares da reserva lhe recomendaram manter o que disse no último inquérito, porque o “Exército não vai ajudar em nada" – leia matéria na íntegra aqui (fonte: Terra Notícias).
Comissão dos Jornalistas: a Executiva da FENAJ a entrega dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. Agora o envio definitivo dos relatórios é dia 30 de junho de 2014. Segundo a executiva da Federação, o foco principal do trabalho local e nacional deve ser levantar e sistematizar as informações de jornalistas vítimas da ditadura no período 1964/1985.
Por Regis Luís Cardoso (foto: Fábio Nassif).


