Jornalista e ambientalista Teresa Urban morreu na noite de ontem, quarta-feira (26), aos 67 anos. “Conheci Teresa no movimento de oposição sindical. Depois disso, inúmeras vezes estivemos sempre do mesmo lado em lutas sindicais, pelos direitos dos trabalhadores e em defesa do meio ambiente, sua grande causa. Tenho o maior prazer em dizer que trabalhei com a Teresa, tive nela uma grande parceira de lutas. Irá fazer muita falta”, explica Maigue Gueths, diretora do Sindijor.
O velório ocorre hoje (27) na Capela da Luz, número 2, do Cemitério Municipal São Francisco de Paula, até às 15h30. Às 17 horas está marcada a cremação em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, no Crematório Vaticano.
Infarto: Teresa sofreu um infarto na madrugada de terça-feira (25) e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vita, em Curitiba. A jornalista, pioneira na cobertura de assuntos ambientais na imprensa brasileira, morreu por volta das 22h50 desta quarta-feira.
História: Teresa Urban nasceu em Curitiba, em 1946, e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foi militante na Ação Católica e em grupos de resistência à ditadura militar, como a AP (Ação Popular) e a Polop (Política Operária). Presa no final da década de 1960, exilou-se no Chile entre 1970 e 1972. Mais tarde, disse ter sido torturada quando foi interrogada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos mais conhecidos agentes da repressão durante a ditadura militar brasileira.
Iniciou a carreira de jornalista na década de 1970. Trabalhou no jornal semanal "Voz do Paraná", na revista "Veja", nas sucursais de "O Estado de S. Paulo" e "Jornal do Brasil" em Curitiba e no jornal "Folha de Londrina", onde foi diretora de redação.
Seu primeiro livro, "Boias-frias — Vista Parcial", foi lançado em 1984. Desde então foram mais de 20 obras. Sua única obra de ficção, “Dez Fitas e um Tornado”, um suspense, foi lançado no mês passado (leia a matéria da Gazeta do Povo sobre o lançamento). Em 2011, foi uma das personalidades que conversaram com repórteres da Gazeta do Povo na série “Entrevistas”.
Em sua atuação na área ambiental, mapeou os remanescentes da floresta de araucárias no estado e desenvolveu projetos em conjunto com a Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem (SPVS) e as ongs SOS Mata Atlântica e Mater Natura. Ajudou a criar a Rede Verde de Informações Ambientais. Também atuou no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conam).
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná se solidariza com familiares e amigos de Teresa Urban, a considera um exemplo nas lutas por melhoras no jornalismo, meio ambiente e por uma sociedade mais justa.
Por Regis Luís Cardoso, com informação da Gazeta do Povo (*foto: Jefferson Brito De Oliveira – Gazeta do Povo).


