A mesa-redonda realizada na tarde de segunda-feira na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) entre jornalistas e patrões acabou sem avanço nas negociações. O Sindicato dos Proprietários de Jornais e Revistas insiste na proposta entregue na semana passada, que promove o confisco de direitos, como o congelamento do piso salarial e o fim da cláusula que regula a demissão coletiva, por outro lado, o Sindicato das Empresas de Radiodifusão – cuja diretoria acaba de ser empossada e não se inteirou da pauta – está disposto a negociar, mas já sinalizou péssimos cenários, com a possibilidade de criação de piso diferenciado entre Capital e interior. Isto sob a alegação de que a rentabilidade das rádios no interior não permitiria a muitos veículos pagar nem mesmo o piso aos profissionais. Eles seguem a argumentação de que há rádios que nem jornalista têm e que, com um piso diferenciado, mais profissionais poderiam ser contratados, o que é absurdo, pois, pela necessidade de contar com responsáveis pela programação jornalística prevista em lei, eles já teriam de contar com profissionais habilitados. Se não o fazem, estão à margem da lei. Os representantes patronais ainda defendem que a medida beneficiaria as “rádios que fazem uso político da programação” e que não têm retorno financeiro imediato. O Sindijor tem posição consolidada de que o piso é o mínimo que deve ser pago ao profissional pela responsabilidade de seu trabalho e que os problemas internos de gestão dos veículos não podem ser resolvidos onerando os trabalhadores. Em vista da posição dos patrões, o Sindijor decidiu não apresentar a contraproposta aprovada em assembléia na semana passada, a fim de obter subsídios nos projetos patronais. Nova mesa-redonda ficou marcada para o dia 27 de setembro às 15h30, para que os jornalistas possam debater com os dois sindicatos patronais as propostas.
Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296


