1º de maio: luta e resistência pela manutenção dos direitos dos trabalhadores

O dia 1º de maio foi marcado, em todo o Brasil, por muita luta e resistência ao perigo que ronda os direitos da classe trabalhadora. Com um golpe em andamento e um projeto neoliberal em pauta para um eventual governo do PMDB, lideranças dos movimentos sociais e sindicais reafirmam a disposição para lutar contra qualquer tentativa de retirada de direitos. Em Curitiba, mais de 500 pessoas participaram do ato na Praça Rui Barbosa, no centro da capital.

A presidenta da CUT Paraná e representante da Frente Brasil Popular no Estado, Regina Cruz, destacou os perigos do atual cenário para a classe trabalhadora. “Temos uma quadrilha na Câmara Federal, uma quadrilha no Senado e o STF realmente é acovardado. A agenda do Temer que agora é a ponte para o futuro, é na verdade uma ponte para o inferno e a pinguela para o passado. Por isso estamos na rua hoje, fazendo essa denúncia. O Pato será pago pela classe trabalhadora. Não é a FIEP nem os empresários. Somos nós que pagaremos o pato. Os 55 Projetos de Lei que estão na Câmara Federal retiram direitos sim. O pior deles é o 4.330 é o da terceirização e que precariza as relações de trabalho em nosso País”, afirmou Regina.

A professora Marlei Fernandes, dirigente da APP-Sindicato, também reforçou o coro. “Por isso estamos, novamente, em luta, em mobilização, vigilantes, preparados para as batalhas que teremos em nosso País”, completou. Paulo Adolfo Nitsche, representante da Central dos Trabalhadores do Brasil, falou sobre o futuro da nação. “Estou olhando aqui três bebes em seus carrinhos e fico aqui pensando o quanto os pais estão aqui lutando para que o futuro destas crianças seja bom, seja justo, democrático e de um País soberano. Porque é este futuro que está ameaçado. Precisamos impedir que os golpistas lancem o nosso País ao retrocesso”, analisou.

O secretário-geral da CUT Paraná, Márcio Kieller, enfatizou que não há como retroceder na luta e que a população não tolera mais certos métodos aplicados por governos conservadores e de direita. “Não aceitamos mais como método de negociação a violência e a intransigência. Nós queremos democracia e diálogo e foi esse o recado que as professores e funcionários de escola e que todos aqueles que saíram às ruas na sexta-feira, dia 29 de abril, deram o recado. Agora é importante que digamos que é o que está sendo dito em todo o Brasil: que esse golpe é contra os trabalhadores, tem endereço certo. É o lombo dos trabalhadores e trabalhadoras. É a retirada de políticas públicas”, alertou.

A representante da Marcha Mundial de Mulheres, Juliana Mittelbach, pontuou alguns dos retrocessos que ameaçam as mulheres neste golpe em curso. “Estamos na defesa da democracia. Estamos nas ruas desde que o Cunha falou que a descriminalização do aborto só passaria na Câmara por cima do cadáver dele. Estamos nas ruas contra o Cunha que é contra os avanços para as mulheres e que está querendo retirar os nossos direitos, dificultando aborto em caso do aborto, a favor do estatuto do nascituro e da família, da redução da maioridade penal. É contra o movimento das mulheres e do movimento negro. Se essa pauta golpista avançar nós mulheres e mulheres negras seremos as primeiras a perder direitos”, apontou.


Cultura 

O ato também foi marcado por muita cultura e lazer. Além de shows de viola, espaços infantis a mobilização foi marcada por um show do rapper Crônica Mendes, uma das principais referências do movimento Hip Hop no Brasil.


Ponta Grossa 

Nos Campos Gerais foi realizado o tradicional 1º de maio com a participação de mais de 8 mil pessoas. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da sociedade, foi animada com uma extensa programação cultural e de lazar, além de resistência contra o golpe e contra a retirada de direitos da classe trabalhada.

Autor:CUTPR

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