Desde gestões anteriores o SindijorPR busca um espaço de diálogo para debater a situação da E-Paraná (Rádio e TV Educativa do Paraná) do ponto de vista das condições de trabalho e também da participação social nos rumos de uma emissora que deveria ser pública. No começo de 2015, com a nova gestão de Sergio Kobayashi, o Sindicato buscou novamente agendar uma reunião que, de início, teve resposta positiva, mas logo a mesa foi desmarcada sem qualquer razão.
Ao final do segundo semestre, diretores do SindijorPR voltaram a procurar a direção da TV em vista das demandas que surgiram por parte da categoria, tais como questões salariais, o problema do assédio moral e a regularização por meio de concurso dos jornalistas que estão em situação informal na emissora, o chamado “contrato cachê”.
Diante das solicitações, Kobayashi sugeriu uma data de reunião para 11 de dezembro, porém desmarcou sob o argumento da ausência do diretor-presidente do sindicato. “Ora, nossa direção é um colegiado de quinze diretores e o tema da mídia pública é de conhecimento de vários deles, não há motivo para não estabelecermos esse diálogo. A direção da TV está desrespeitando o direito de seus jornalistas serem representados e resolverem seus problemas”, aponta Pedro Carrano, diretor-administrativo do SindijorPR.
A partir dos dados levantados no artigo “O drama da comunicação pública no Paraná: o caso da RTVE-PR”, do professor, jornalista e ex-presidnete do SindijorPR, Gulherme Carvalho, “em 2007, o Governo do Paraná investiu R$ 18 milhões na RTVE, o maior montante até então, o que lhe permitiu preencher 44% de sua grade diária de programação com produção própria. Porém, a falta de independência editorial fez com que a TV ganhasse status de ´emissora do governador´, por produzir conteúdos de promoção pessoal, o que lhe rendeu processos judiciais.”
Atualmente, apenas 8% do conteúdo é próprio. “Condições inadequadas de trabalho, nenhuma participação social e baixíssima produção jornalística e cultural própria não são aceitáveis em um projeto de comunicação”, esclarece Silvia Valim, diretora-cultural do Sindijor.
Por esses motivos, o Sindicato tem organizado diversos debates e produção de artigos sobre a situação das TVs Educativas. “Achamos fundamental debater essa realidade e continuamos acreditando que devemos ser ouvidos e, mais que isso, que, ao falar de mídia pública, a direção da TV e o governo do estado não podem deixar de ouvir as demandas da sociedade e de seus profissionais”, explica Ednubia Ghisi, diretora de estudantes e professores.
Entre as ações daqui para frente, além de seguir exigindo um espaço para discussão das condições de trabalho, o SindijorPR deve reunir provas e materiais para acionar o Ministério Público do Trabalho.
Autor:Comunicação Sindijor-PR


