A atitude tomada pelo auxiliar técnico da equipe do Coritiba, no último Atletiba (06 de outubro), é repudiada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná – Sindijor. O fato aconteceu quando Anderson Simas Luciano, conhecido como “Tcheco”, tentou agredir fisicamente o repórter da rádio 98 FM, Gustavo Borges Marques. O desentendido foi esclarecido durante a semana, primeiro com o *relato feito pelo repórter (que pode ser lido na sequência deste texto) e depois com o pedido de desculpa feito pelo profissional da equipe coxa branca (áudio aqui). O Sindijor considera inadmissível um profissional ligado ao esporte, uma área educativa, se portar de forma violenta contra a imprensa.
Segue relato de Gustavo Borges Marques publicado em sua rede social:
*Há mais de uma década, trabalho na Área de Jornalismo Esportivo na função de Repórter e tenho muito orgulho do que faço, no entanto, a cobertura no atual momento no futebol brasileiro vem deixando todos os colegas aborrecidos e chateados até pela forma como somos duramente cobrados por dirigentes, técnicos, jogadores e até torcedores
E ontem, passei um dos piores momentos da minha carreira. Após fazer o meu trabalho de reportagem para a Rádio 98 FM, o Auxiliar Técnico do Coritiba, Anderson Simas Luciano, mais conhecido como Tcheco, tentou me agredir fisicamente na saída do vestiário na Vila Capanema.
Como em todas as partidas, faço as entrevistas com jogadores e o técnico do Coritiba e desta vez, o ex jogador veio tirar satisfação da minha pergunta ao técnico Péricles Chamusca. (Pergunto se alguém do clube havia passado a informação do temperamento do jogador Escudero).
Depois de vários xingamentos e ameaças, Tcheco veio em minha direção e foi seguro por seguranças, dirigente do Coritiba e repórteres que estavam no local, pois estava descontrolado e temi por uma agressão física. Os colegas Roberson Jannuzzi, da 98 FM, Luiz Alberto Kako Mazanek, da Rádio Transamérica, Thiago França, da 98 FM, Paulo Mosimann, da RB2 são testemunhas do ocorrido.
Venho aqui para deixar a minha tristeza do fato e jamais se arrepender do que fiz e levando comigo os ensinamentos que tive com meu Pai e Mãe. Faço de novo, pois sempre cobrei atitudes e perguntas na qual o torcedor/ouvinte quer que eu faça. Se cobrar algo é ser maldoso ou outra palavra que queira utilizar, realmente preciso fazer uma grande reflexão na minha vida.


