PF investiga agressão à jornalista em Paranaguá

Em setembro do ano passado o jornalista Arthur Conceição, repórter colaborador da Revista Bem Público, foi cerceado e ofendido na Ilha da Cootinga em Paranaguá. No começo deste ano o caso passou a ser investigado pelo Polícia Federal. O fato aconteceu quando Conceição foi cobrir uma reunião entre os índios e a SEP/PR (Secretaria de Portos da Presidência da República), Funai (Fundação Nacional do Índio) e representantes da APPA (Administração do Porto de Paranaguá e Antonina).
Fato: o jornalista cobria a reunião a convite do cacique da aldeia da Ilha da Cootinga, Cristino da Silva, que autorizou sua presença como observador. No encontro estavam em pauta à dragagem do Canal da Galheta e demais temas ambientais sobre a expansão portuária.
Os representantes dos órgãos do governo alegam que era uma reunião de consulta aos índios e fechada, sem chamamento à imprensa. Porém a reunião foi pública a todos os índios e seus convidados.
Mesmo como convidado, o jornalista foi impedido por seguranças do porto de participar do encontro. No impedimento o jornalista sofreu ofensas verbais e empurrões, no qual o chamaram de “jornalista de merda”.
 
Movimentação do Sindijor
A redação da Revista Bem Pública entrou em contato, na época, com à direção do Sindijor, que fez uma representação na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e paralelamente formalizou um pedido junto do Ministério Público Federal. A comissão parlamentar presidida pelo dep. Tadeu Veneri, solicitou informações a APPA e Funai por meio da Ouvidoria do Estado. As averiguações levantadas pela comissão também foram remetidas ao Ministério Público Federal, que solicitou abertura de inquérito policial.
 
Em fevereiro, por autorização judicial, a Polícia Federal de Paranaguá abriu o procedimento investigativo, estando no comando o delegado Sergio Luiz Stinglin de Oliveira. No último dia de 11 de abril o jornalista Arthur Conceição foi intimado pelo delegado, para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido no ano passado.
Leia matéria do Sindijor no período em que o caso aconteceu aqui.
 
Por Regis Luís Cardoso com informações de Arthur Conceição.  

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