Estudo comprova que jornalistas têm pouca estabilidade

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que a profissão jornalista tem tempo médio de estabilidade no emprego de 5,3 anos. Segundo dados do Dieese, 46,59% dos jornalistas ficaram menos de dois anos nas empresas paranaenses em estudo feito ano passado. 
“Os números comprovam que existe uma alta rotatividade dos jornalistas. O que é evidenciado pelo baixo tempo médio nos empregos, abaixo de diversas outras categorias”, diz Sandro Silva, economista do Dieese-PR. A análise traz também um comparativo com outras categorias; a média dos Bancários (7,9) e Profissionais de Ensino – Estatutários – (11,6) é superior aos jornalistas, que se igualam aos Professores de Ensino – Celetistas – com 5,3 anos de tempo de serviço.
“Há anos defendemos que seja respeitado os direitos da profissão. A implantação de planos de cargos e salários, que foi o terceiro item prioritário na pesquisa que o Sindicato fez com os jornalistas (agosto de 2012), pode melhorar esse quadro, garantindo valorização e reconhecimento da carreira dentro da empresa”, explica Gustavo Vidal, diretor executivo do Sindijor-PR.
O resultado fornecido pelo Dieese-PR e Rais engloba empregos formais e tempo médio no emprego dos jornalistas por grupo de atividade. Foram relacionadas todas as áreas de atuação da profissão no Paraná em 2011.
A gerência do Sindicato recebeu (janeiro de 2011 até outubro de 2012) 163 demissões que partem do empregador e 102 pedidos de dispensa.

Por Regis Luís Cardoso.

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