Jornalistas definem reivindicações em consulta do Sindijor

O Sindijor-PR realiza neste de mês de agosto, até dia 27, uma consulta aos jornalistas para definir prioridades para a Campanha Salarial 2012. O texto “Quais as principais reivindicações para a Campanha Salarial deste ano?”, lista alguns pontos para que os profissionais escolham o que consideram temas prioritários para o Sindicato defender nas negociações com as empresas de comunicação. “Acreditamos que esta consulta é uma forma democrática para que os trabalhadores indiquem as principais reivindicações. Com a participação dos jornalistas, o Sindicato tem mais representatividade na Campanha Salarial”, explica Célio Martins, diretor de defesa corporativa do Sindijor.
A consulta que o Sindijor promove lista reivindicações que não constam na Convenção Coletiva atual. Para votar é só responder ao email enviado, indicando cinco pontos que o jornalista considera prioritário. Célio Martins diz ainda que “os direitos conquistados pelos trabalhadores e que estão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como anuênio, licença maternidade de 180, etc., são inegociáveis”.
A consulta
O Sindicato listou alguns pontos e o jornalista opta por cinco reivindicações que considera mais importante. Veja quais são as pautas:
Reajuste salarial que garanta a reposição integral da inflação, acrescido do percentual de aumento de faturamento das empresas de comunicação, totalizando cerca de 10%; vale refeição no valor mínimo de R$ 15,00;
Plano de saúde (integral e para dependentes); fornecimento pela empresa de, no mínimo, 2 VTs (vale transporte) sem desconto nos salários;
Pagamento de adicional por risco de 5% para todos;
Implantação de Plano de Cargos e Salários, elaborado por representantes das empresas e dos trabalhadores;
Pagamento de adicional por qualificação (especialização, proficiência em língua estrangeira, mestrado, doutorado e outra graduação além de Jornalismo);
Pagamento de direitos autorais ao jornalista quando ocorrer o uso de sua produção jornalística (textos, imagens, infográficos) por outro veículo que não seja aquele para o qual está contratado;
Equiparação salarial e isonomia entre as funções correlatas; fornecimento pelas empresas de equipamento de proteção individual (EPI);
Aumento do tempo de estabilidade, para quem está próximo da aposentadoria, de 1 ano (previsto hoje) para 3 anos;
Exigência para que as empresas registrem repórter fotográfico, repórter cinematográfico, diagramador e ilustrador na forma estabelecida pelo Artigo 4º do Decreto Lei 83.284/79, ou seja, como jornalista;
Acordo individual somente com empresas que estejam cumprindo a Convenção Coletiva;
Mudança da data base para 1º de maio; aumento do número de jornalistas (diretores sindicais) liberados para trabalhar no Sindicato, de 3 (previsto hoje) para 5.
Último aumento
Após 14 anos o Sindijor (mesmo com a data base da categoria vencida) deu perspectiva de reposição integral da inflação e um pequeno aumento real. Os empresários aceitaram (fevereiro deste ano) a posição decidida pela categoria em assembleia, a qual estabeleceu reposição da inflação de 7,30% (INPC/IBGE) e aumento real de 0,70%, fechando o índice de 8% para todos os jornalistas do Estado. Hoje o piso salarial dos jornalista é de R$ 2.323,68.
Momento
No fim de julho o Instituto Verificador de Circulação (IVC) registrou um aumento de 2,3% na circulação do meio Jornal no primeiro semestre no Brasil. “O bom desempenho dos jornais com preço de capa entre 1 e 2 reais é um movimento bastante importante. Este grupo inclui os principais títulos de alguns mercados regionais. No ano passado, já era perceptível um fortalecimento que se intensificou neste primeiro semestre”, explica Pedro Martins Silva, presidente executivo do IVC.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, em Curitiba, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cascavel (respectivas subseções), além de todos os trabalhadores, começam a mobilização por uma nova Convenção Coletiva de Trabalho que garanta um aumento real digno.
Para participar da consulta envie solicitação para: extrapauta@sindijorpr.org.br.

Por Regis Luís Cardoso
 

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