SindijorPR participa de lançamento do Coletivo de Negras e Negros do SindijusPR

Marcia Raquel, diretora-executiva do SindijorPR; Aline Reis, presidenta e Ana Luisa Pereira, coordenadora da Cojira

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do SindijorPR marcou presença no evento que aconteceu em Curitiba

Neste fim de semana o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná (SindijusPR) lançou o Coletivo de Negras e Negros em Curitiba. O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR), por meio da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), participou do evento.

O Coletivo de Negras e Negros buscará levantar a discussão racial dentro das estruturas do Poder Judiciário do Estado, mas também dentro do próprio sindicato. A presidenta da SindijusPR, Andrea Ferreira, que é uma mulher negra, destacou o papel do coletivo também na atuação dentro do próprio sindicato. “O que a gente vê ainda, infelizmente, são sindicatos que são liderados por homens brancos, o que não reflete a diversidade dos trabalhadores e trabalhadoras”.

Segundo a coordenadora da Cojira do SindijoPR, a jornalista Ana Luísa Pereira, a participação da comissão em eventos de sindicatos parceiros é importante para construir a própria ação dentro do SindijorPR, que pela primeira vez em 80 anos tem Comissão de Igualdade Racial. “A criação de coletivos de negros e negras em sindicatos é muito mais que apenas a busca por representatividade. É uma ação antirracista que tem como objetivo trazer a perspectiva racial para dentro da luta trabalhista. Não tem como falar de igualdade sem considerar essa perspectiva no Brasil, um país majoritariamente negro”.

Também participaram do evento a presidenta do SindijorPR, Aline Reis, primeira jornalista negra a liderar o sindicato, e a diretora-executiva Marcia Raquela de Oliveira, que também é diretora da Federação Nacional dos Jornalistas.

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De acordo com Aline Reis, a criação do coletivo reflete o movimento de trabalhadores negras e negros para avanços dentro das próprias organizações trabalhistas. “Quando a instituição ou dirigente sindical diz que ele ou ela não é racista é o mínimo, porque ser racista é crime. O que precisamos é de atitudes antirracistas, ou seja, ações concretas: liberação de vagas para mais pessoas negras, indígenas, ciganas; respeito à liderança dessas pessoas e abertura de espaços que são socialmente negados às populações minorizadas. Menos discurso e mais ação”, criticou.

Já Marcia Raquel lembrou que o SindijorPR, juntamente com a Fenaj, está organizando o 3º Encontro Nacional de Jornalistas Pela Igualdade Racial (Enjira) que ocorre em dezembro, em Curitiba.

“O Enjira é um encontro nacional e vai reunir grandes nomes do jornalismo para que possamos fazer uma discussão qualificada da perspectiva racial. Ele ocorre de 3 a 6 de dezembro e em breve às inscrições serão abertas”, ressaltou Marcia.

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