Bancárias e jornalistas deram um show de habilidade e desportividade no último sábado, na disputa da Supercopa Intersindical de Futsal Feminino. Reunindo as duas melhores equipes do campeonato de futsal do Sindicato dos Bancários e da Copa Sindijor (Sidnciato dos Jornalistas Profissionais do Paraná) de Futsal, o torneio foi a primeira ação esportiva conjunta das duas entidades, parceiras históricas nas lutas da classe trabalhadora.
Dentro de quadra, as atuais campeãs do torneio das bancárias, BBFC, formada por trabalhadoras do Banco do Brasil, confirmaram a boa fase e conquistaram, também a Supercopa, com direito a repeteco do placar da final diante das Footgirls, as mesmas adversárias da decisão do torneio das bancárias (3 a 1). Antes de chegar a decisão, as meninas do BBFC, enfrentaram um confronto duríssimo na semifinal, diante da Dasjor, segunda representante das jornalistas no torneio, com origem na redação da Gazeta do Povo.
Apesar do amplo domínio de posse de bola e das diversas chances criadas, as bancárias esbarraram na grande atuação da goleira Louise, a revelação da Supercopa, que conseguiu segurar o placar em 1 a 1 até a metade do segundo tempo, quando Dani aproveitou um bate-rebate na área para fazer o gol da vitória. “Foi um jogo muito disputado. A goleira delas jogou demais. Mas gostei muito que a gente conseguiu atacar bastante. Para fazer gol nela, só do jeito que foi mesmo, aproveitando um rebote”, disse a autora do gol da vitória. “Tive que tomar bastante bolada. Perdi a conta de quantas defesas tive que fazer. Elas estavam com um volume muito maior de jogo. Pena que não peguei aquela última bola”, lamentou-se a goleira sensação do torneio.
Na outra semifinal, as Footgirls não tiveram dificuldade para passar pelas Arsênicas, as campeãs do torneio das jornalistas, que tem como base profissionais da imprensa esportiva. Bastante desfalcadas, as jornalistas não conseguiram fazer frente a Bárbara e companhia, que, com 5 gols da artilheira, aplicaram um incontestável 8 a 1. “O jogo foi ótimo. Todas as meninas jogaram super bem e eu tive a sorte de fazer os gols”, disse, brincando que poderia pedir música pelos gols marcados. “A gente não estava preparada, não tinha como competir com elas, nosso time estava desfalcado. Foi um baile. Mas o que importa é a festa, o resultado, pra mim, não importa. Se eu tivesse ganhado, daí ia importar”, brincou Paulinha Padilha, jogadora das Arsências e assessora de comunicação do Sindicato dos Bancários.
Democrática, a Supercopa até abriu espaço para uma partida masculina, mas apenas para dar tempo para as verdadeiras estrelas do torneio descansarem e recuperarem energia para as finais. Durante a “folga” das jogadoras, bancários e jornalistas realizaram um amistoso com os destaques de seus torneios masculinos. Mais uma vez, os bancários levaram a melhor: 5 a 2, com destaque para os dois gols de Andrielson. “Pegamos eles pelo entrosamento. Nosso time joga sempre junto. Foi uma brincadeira boa, importante é a confraternização, conhecer gente nova, expandir nossas relações”, disse o craque do jogo.
Técnico da equipe masculina, o diretor de esportes do Sindicato dos Jornalistas, Manoel Ramires, minimizou o resultado. “Foram três confrontos entre bancários e jornalistas e três derrotas, mas a participação não é negativa, porque a intenção é fazer a integração sindical. Os times toparam participar da brincadeira, mas ficou claro que temos que nos preparar melhor para as próximas edições. A intenção é repetir esse evento e, quem sabe, agregar outras categorias, já que todos temos muitas coisas em comum enquanto trabalhadores”. disse.
Na retomada do torneio oficial, Dasjor e Arsênicas reeditaram um dos confrontos de maior rivalidade da história do Sindijorzão. No duelo das goleiras Louise e Clarissa, Dasjor levou a melhor e ficou com o terceiro lugar do torneio. Na sequência, BBFC e Footgirls foram a quadra para reeditar a final do torneio das bancárias. Agora, decidindo a primeira Supercopa Intersindical. E a partida foi muito parecida com o confronto anterior entre as duas equipes. Depois de um primeiro tempo bastante equilibrado, com grandes jogadas dos dois lados e o placar empatado em 1 a 1, BBFC soube usar melhor seu banco de reservas na segunda etapa, marcou mais duas vezes e comemorou mais um título em cima das adversárias.
Destaque para o gol de Sara, o segundo das, que abriu caminho para a vitória. “Foi um trabalho em equipe, três passes bem trocados, saiu o gol”, disse a jogadora. “É nossa primeira participação, não sabíamos o que esperar dos outros times, mas sempre que entramos em quadra, entramos para ganhar. Para nos divertir, mas para ganhar”, acrescentou. Após os jogos, bancários e jornalistas reuniram-se no espaço cultural dos bancários para a tradicional feijoada de sábado oferecida pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e região.
Autor:Roger Pereira


