SJPDF lança pesquisa sobre assédio sexual nas redações e assessorias

O Sindicato dos Jornalistas do DF lançou uma pesquisa específica sobre o assédio sexual nas redações/assessorias de comunicação. A nova pesquisa dá continuidade ao levantamento “Desigualdade de Gênero no Jornalismo”, que foi realizado entre os meses de março e maio deste ano pela entidade. Os resultados deste levantamento apontaram estatísticas preocupantes de casos de assédio moral e machismo nas redações e assessorias de comunicação/imprensa de várias regiões do país. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) apoia esta medida, tendo lançado uma cartilha que ensina a combater o assédio moral e sexual nos locais de trabalho.

Das 535 participantes, 417 (77,9%) disseram ter sofrido algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos. Um número maior ainda, 78,5%, foi registrado quando as mulheres responderam se já enfrentaram algum tipo de atitude machista durante entrevistas. Mais de 70% delas disseram que já deixaram de ser designada para uma pauta pelo fato de ser mulher. 

A nova pesquisa da entidade chega no momento em que diversas jornalistas do país se mobilizam contra o assédio sexual dentro dos locais de trabalho. O caso da jornalista do IG demitida após o assédio do cantor Biel durante entrevista coletiva indignou as mulheres jornalistas e surtiu efeito nas redes sociais.

Por isso, o Sindicato se preocupa em quantificar o número de assédios sexuais nas redações e assessorias imprensa/comunicação. Outra meta da entidade é dar visibilidade para os casos, com a intenção de incentivar as jornalistas a denunciarem esse tipo de prática. Os dados servirão também para dar luz às iniciativas da entidade direcionadas para as mulheres jornalistas.

Na nova pesquisa, as jornalistas terão que responder se já sofreram assédio sexual no seu ambiente de trabalho e por quem foi realizado o assédio. A pesquisa também quer saber se as jornalistas sofreram esse tipo de prática enquanto estavam desenvolvendo suas funções fora do local de trabalho. O levantamento abre espaço para as mulheres relatarem seus casos e dizerem se denunciaram o assédio. As jornalistas poderão ou não se identificar e, no caso de identificação, poderão dizer se querem tornar públicos seus relatos.

Para participar da campanha, acesse este link

Autor:SJPDF

Please select a feed to display...