Pesquisa: Jornalistas paranaenses apontam os principais problemas da profissão

O salário não é suficiente? Há acúmulo de função no trabalho? Não pagam direitos autorais e nem horas extras? Participe, jornalista, vamos lutar para mudar esta realidade!
O Sindicato dos Jornalistas do Paraná realizou no início do ano uma pesquisa com os jornalistas paranaenses para identificar as principais necessidades da categoria. Com base nestas respostas, o Sindijor convoca assembleia geral em todo estado para preparar diante destes dados a pauta para a rodada de negociação com os patrões. O objetivo é elaborar a reivindicação definitiva para a Campanha Salarial de 2014. A assembleia será realizada no dia 17 de fevereiro e os dez principais problemas (lista abaixo) apontados na pesquisa de janeiro (leia aqui) estarão nas mesas de negociação junto às empresas de comunicação.
Campanha Salarial 2014: a pesquisa de janeiro ajudará a definir a pauta de reivindicações definitiva para a Campanha Salarial. A partir deste ano a data-base dos jornalistas passou a ser 1º de maio. A mudança aproxima o Paraná das campanhas desenvolvidas pelos jornalistas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além disso, a maior parte das categorias de trabalhadores negocia no primeiro semestre.
Questionário: As respostas foram enviadas ao Sindijor até o dia 24 de janeiro e serão discutidas em assembleia geral juntamente com o Sindicato dos Jornalistas do Norte do PR. O questionário preliminar apontou 18 problemas da profissão, a partir dessas informações serão listadas as dez principais reivindicações escolhidas pelos trabalhadores.
Segue os principais problemas da profissão apontados pelos jornalistas paranaenses:
– O salário não é suficiente para atender as necessidades dos jornalistas – 14%
– Ausência de plano de cargos e salários – 9%
– Acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho (multitarefa ou realização de várias atividades antes realizadas por outros profissionais) – 9%
– Não pagamento de horas extras – 7%
– Não fornecimento de vale alimentação – 6%
– Ausência de programas de qualificação e de incentivo aos estudos – 6%
– Demissões de profissionais com maiores salários para contratar novos jornalistas, com salários inferiores – 6%
– Distorção salarial na mesma função (falta de equiparação salarial) – 5%
– Falta de plano de saúde – 5%
– Contratação irregular, principalmente de repórteres fotográficos, cinematográficos, paginadores e diagramadores – 5%
– Uso de estagiários em vaga que deveria ser preenchida por profissional contratado – 5%
– Descumprimento, por parte das empresas, do acordo coletivo e da legislação trabalhista – 4%
– Assédio moral – 4%
– Pressão por quantidade de trabalho, em detrimento da qualidade – 4%
– Não pagamento de direitos autorais quando o conteúdo produzido pelo jornalista é usado por outro veículo – 3%
– Não pagamento de adicional de risco no exercício da profissão – 3%
– Não fornecimento de vale transporte – 2%
– Exclusão do sindicato nas decisões de interesse direto dos jornalistas dentro das empresas – 2%

Por Regis Luís Cardoso (Arte: Simon Taylor).  

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