Impasse sobre o registro de repórteres cinematográficos na emissora está perto do fim depois de 25 anos de espera
Na última quarta-feira (10), o Sindijor reuniu-se com os representantes da RIC TV para tentar por fim ao impasse do reconhecimento do registro de repórteres cinematográficos na emissora em todo Paraná. Também estiveram presentes as assessorias jurídicas de ambas as partes, já que depois de 9 meses de discussão e assembleias com os trabalhadores se chegou a uma proposta de acordo para finalmente a empresa reconhecer a função dos profissionais da imagem como preconiza a FENAJ.
Na reunião, o Sindicato reiterou sua posição de que o acordo discutido deve ser assinado, e de que não entrará com ação na justiça para servir de prévia ao acordo, como exigia a empresa e o jurídico patronal. O Sindijor afirmou que basta Acordo entre as partes como instrumento jurídico de reenquadramento. Após ouvirem os argumentos do Sindijor, o representante da empresa Vinícius Gowda e os advogados Carlos Roberto Ribas Santiago e Oderci José Bega, se comprometeram a levar a posição dos trabalhadores à direção da emissora para dar então uma posição definitiva.
Entenda o Impasse: Em agosto de 2012, depois de uma Assembleia Extraordinária com os trabalhadores da RICTV, o Sindijor começou as negociações com a emissora diante da demanda dos profissionais que há anos aguardavam o reconhecimento da empresa como repórteres cinematográficos. Atualmente, em todo estado eles estão registrados em carteira de trabalho como Operadores de Câmera e não recebem salário compatível com a função, assim como não gozam de nenhum direito garantido pela convenção de trabalho dos jornalistas, apesar de desempenharem função jornalística na sua atividade laboral.
As negociações entre Sindijor e RIC TV apontaram para a assinatura de um acordo entre as partes, com objetivo de enquadrar os repórteres cinematográficos na função a partir de 1º de abril. Essa decisão teve aval dos trabalhadores em assembleias realizadas em todas as praças da emissora no Paraná.
Acordo: Como garantia para aceitar o Acordo de enquadramento de todos os repórteres cinematográficos na função os profissionais deveriam, a pedido da empresa, abrir mão do passivo trabalhista, ou seja, admitir em documento que não reclamariam o passado dos débitos trabalhistas na justiça. Em contrapartida, os profissionais teriam estabilidade de empego em tempo proporcional ao tempo de serviço. A empresa pediu que o Sindicato entrasse com uma ação judicial pleiteando o reenquadramento para que, posteriormente, simulassem um acordo entre as partes.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná reitera que não aceita esta proposta por considerá-la antiética. Também entende que as partes já negociaram uma solução para a questão e que o Acordo Coletivo assinado é um compromisso que não deve suscitar desconfianças.
A RICTV informou nesta segunda-feira (15) ao presidente do Sindijor, Guilherme Carvalho, que até quarta-feira (24), fará um anúncio oficial da posição da empresa, se de fato vai bancar o acordo de meses de negociação. O Sindijor aguarda este comunicado para decidir qual é o encaminhamento em defesa dos trabalhadores que irá assumir daqui em diante.
Por Cristiane Lebelem com informações de Maigue Gueths


