Piso empatando com salário mínimo necessário; patrões querem congelamento

O Dieese divulgou no dia 4, com base em dados da cesta básica, o valor que deveria ter o salário mínimo nacional; em agosto, o chamado salário mínimo necessário precisaria ser de R$ 1.733,88. Com esta remuneração seriam atendidas minimamente as necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família. O valor é cerca de 1% menor que o piso salarial dos jornalistas paranaenses, que hoje é de R$ 1.746,85. Quem vê nisto algo bom se engana. Ao contrário, estamos retrocedendo. Os jornalistas há uma década estão sem aumento real e, somente com reposições uma vez ao ano, vêm individualmente acumulando perdas de massa salarial de quase R$ 10 mil. O pior é quando o piso – que é “mínimo” – se confunde com o “teto”, como acontece em muitas redações Paraná a fora. Agora, surge um cenário ainda mais desolador: os proprietários de jornais e revistas querem o congelamento do piso, enquanto o patronato de rádios e TVs acenou com a criação de pisos diferenciados entre capital e interior. Ou seja, nem a inflação seria reposta para o salário de ingresso na profissão e no futuro teríamos um piso menor no interior. É importante observar que nos últimos anos a maioria das categorias conseguiu aumentos acima da inflação, o que se repetiu no primeiro semestre deste ano. Mas, se depender dos nossos patrões, a renda dos jornalistas ficará em breve abaixo do mínimo do Dieese. Por isso, temos de nos mobilizar, para conseguir avançar na nossa convenção.

Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296

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