Em uma demonstração de unidade e mobilização diante de anos de perdas inflacionárias, as e os jornalistas profissionais do Paraná aprovaram por unanimidade a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026. As assembleias ocorreram de maneira virtual na noite de quinta-feira (19) com membros do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) e do Sindijor Norte PR para deliberar sobre as principais demandas da categoria no estado.
A pauta aprovada nas duas bases sindicais traz como um dos pilares centrais o piso salarial de R$ 5,2 mil, referente a uma jornada de cinco horas de trabalho, além do reajuste com reposição de perdas e ganhos reais. A categoria também aprovou a discussão da regulamentação imediata da multifuncionalidade, que tem gerado acúmulo de funções sem a devida contrapartida financeira na maioria das empresas de comunicação. Nos últimos meses dezenas de consultas e reclamações têm sido feitas aos dois sindicatos, principalmente com relação à função do videorrepórter.
Entre os destaques sociais das propostas apresentadas pela categoria, figuram a ampliação da licença-paternidade para 20 dias, e a concessão de folga remunerada no dia do aniversário do profissional. Outro ponto crítico debatido foi a saúde do trabalhador, com a exigência de que as empresas aceitem o abono de faltas para tratamentos médicos, visando proteger a integridade física e mental da categoria.
Para manter a pressão e a organização durante as negociações com o setor patronal, que devem começar até o final de abril, a assembleia foi transformada em permanente por decisão unânime dos presentes. Nos próximos dias, diretores dos dois sindicatos continuam a visitar as redações para reforçar a importância da participação efetiva de jornalistas nessa importante discussão que impacta diretamente em toda categoria.
O SindijorPR e o Sindijor Norte PR integram a campanha salarial nacional unificada articulada pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e que neste ano tem como tema ‘A notícia vale. Quem produz, também – Chega de precarização no jornalismo’.

