O SindijorPR e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) estão acompanhando a denúncia do jornalista e diretor de Jornalismo do Portal Paraná Notícia, Isaak Almeida. De acordo com Almeida, na última quinta-feira (04/12), ele foi intimidado, coagido e mantido por horas em um posto policial sob a suposta acusação de “invasão de espaço público” durante a produção de uma reportagem sobre a prefeitura de Mandirituba. Em nota ao SindijorPR a assessoria de comunicação da prefeitura escreveu que lamenta “profundamente o mal-entendido”.
Depois de registrar Boletim de Ocorrência na Delegacia de Fazenda Rio Grande na sexta-feira (05/12), Isaak relatou o caso à direção do SindijorPR. O jornalista contou que ao deixar o local de apuração, após ser induzido a pensar que o prefeito Felipe Machado (Progressistas) lhe concederia uma entrevista, foi cercado por oito viaturas da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Ele contou que gravou e entregou cópias das imagens à Polícia Civil.
Isaak disse que após ser escoltado até o posto policial de Mandirituba na quinta-feira, ficou bastante nervoso. “Eu não sou nenhum bandido. Ainda bem que a população percebeu o que aconteceu e se mobilizou em frente ao local. Não sei o que poderia ter acontecido comigo se não fosse por isso”, declarou.
A nota de esclarecimento (leia a íntegra aqui) da Prefeitura Municipal de Mandirituba diz que “o fato que gerou a desinteligência…decorreu estritamente da necessidade de cumprimento das normas estabelecidas para a visitação de bens públicos… não havendo qualquer intenção de criar embaraços ao trabalho jornalístico.” O texto também relata que “a comunicação da Prefeitura sempre esteve à disposição do jornalista. Inclusive, no dia 04 de dezembro, às 14h14, recebemos e-mail do Sr. Isaak solicitando entrevista com o prefeito e mencionando que gostaria de tratar de “denúncias”, sem, contudo, especificar quais eram essas denúncias ou sinalizar interesse em visitar o pátio. Após verificação de agendas e confirmação das regularidades referentes ao leilão, a comunicação respondeu ao e-mail às 16h20, dentro de prazo aproximado de duas horas e com todas as informações disponíveis até então. Em nenhum momento houve nova solicitação, contato telefônico ou aviso de que o jornalista estaria se deslocando ao local, o que teria permitido orientar corretamente o acesso e evitar o impasse ocorrido”.
Além de expressar solidariedade ao jornalista, o SindijorPR está reunindo documentos para analisar quais providências deverão ser tomadas no caso.
Autor:SindijorPR


