Guerra em Gaza já é o conflito mais mortal para profissionais de imprensa na história recente
O Sindicato dos Jornalistas Palestinos informou ainda que 520 jornalistas foram feridos por balas ou mísseis israelenses e 800 familiares de profissionais de mídia foram mortos. Outros 206 jornalistas palestinos foram presos por Israel desde outubro de 2023, sendo que 55 continuam nas prisões – 23 em prisão administrativa, modalidade de detenção que pode ser realizada sem acusação formal. As informações foram repercutidas nesta quarta-feira (27/08) pela Agência Brasil.
A manifestação do Sindicato dos Jornalistas Palestinos menciona também que ataques aéreos e com tanques foram responsáveis pela destruição de 115 veículos de comunicação na Faixa de Gaza. “Na Cisjordânia e em Jerusalém, fecharam cinco veículos de comunicação e destruíram ou fecharam 12 gráficas”, cita a publicação.
O alerta da FENAJ ocorre em meio a um cenário de genocídio em curso na Faixa de Gaza, que já dura quase dois anos. Conforme relatos de organizações internacionais, dezenas de milhares de palestinos foram mortos, e o território sofreu devastação total, incluindo destruição de hospitais e bloqueio à ajuda humanitária, o que compromete a sobrevivência da população local.
O trabalho jornalístico na região tornou-se ainda mais arriscado. Gaza está praticamente fechada à imprensa internacional, enquanto jornalistas palestinos são deliberadamente alvos das forças armadas. Para a FENAJ, o massacre não pode ser ignorado. “O assassinato de mais de 200 jornalistas equivaleria, no Brasil, ao desaparecimento de redações inteiras de grande porte. A barbárie não pode ser normalizada”, destaca a entidade.
A FENAJ reforça ainda a proposta de realização de um Dia Internacional em Defesa dos Jornalistas Palestinos, com paralisação de uma hora do trabalho jornalístico em todo o mundo, em solidariedade às vítimas e pelo fim do genocídio.
Conflito mais mortal para jornalistas
Com um número de jornalistas mortos que ultrapassa 200 vítimas, a guerra em Gaza já causou mais mortes do que a soma de outros sete conflitos: as 1ª e 2ª guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria, do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e no Laos), além das guerras na Iugoslávia e na Ucrânia – divulgou a Agência Brasil nesta quarta-feira (27/08).
Os dados sobre os jornalistas mortos nos conflitos são do Memorial Freedom Forum que reúne os nomes dos profissionais assassinados em conflitos armados ao longo da história, com exceção do conflito da Ucrânia, que foi calculado pelo Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ).
*Com informações do Sindicato dos Jornalistas Palestinos, da FENAJ e Agência Brasil
Autor:SindijorPR*


