Planejamento 2016: Jornalistas se reúnem em Plenária no começo de abril

Laís Melo

No último final de semana (dias 04, 05 e 06), diretores do SindijorPR e jornalistas debateram e traçaram estratégias para o ano de 2016


O primeiro debate aconteceu na noite sexta-feira (04). Para provocar a conversa, a diretoria do Sindicato convidou Ednubia Ghisi, jornalista do Cefuria e do jornal Brasil de Fato Paraná; Maura Martins, coordenadora do curso de Jornalismo da Unibrasil; Katia Brembatti, professora e jornalista da Gazeta do Povo, para compartilharem suas experiências e pensarem sobre os desafios e o futuro do jornalismo.

Com ampla participação de jornalistas das mais diversas áreas, a roda de conversa debateu o jornalismo na faculdade, a reformulação da grade horária; a crise do modelo de negócios; redução drástica de profissionais nas redações; extinção das sucursais; mudanças no perfil da cobertura jornalística; precarização do trabalho; o jornal impresso não mais como a espinha dorsal do jornalismo; o avanço tecnológico; a relação entre os jornalistas e os produtores de conteúdo; e as alternativas: o jornalismo independente, a comunicação colaborativa, os blogs e a comunicação popular.

Pensar no papel do Sindicato neste cenário complexo e instável, além de planejar ações para o futuro, é um desafio que o Sindicato e profissionais precisam pensar juntos. “Seguimos dedicados nesta missão e para isso, já começamos a organizar um seminário para este ano que vai discutir só este tema”, aponta Gustavo Vidal, diretor-presidente do SindijorPR. “As mudanças tecnológicas não podem virar argumento para a precarização do trabalho jornalísticos ou para a redução de direitos dos trabalhadores”, concluiu Ednubia Ghisi.

Conjuntura político-econômico e direitos essenciais para o exercício da profissão

Já na manhã de sábado (05), dois temas foram tratados. No primeiro momento, César Schutz, formador sindical, analisou o conturbado cenário político-econômico brasileiro e do mundo do trabalho, pensando muito a relação da mídia com esta conjuntura e o papel dos sindicatos da profissão.

No segundo momento, Sidnei Machado, advogado SindijorPR, falou sobre os direitos essenciais para o exercício da profissão. Machado destacou o cenário difícil dos jornalistas paranaenses em que, em média, 50% não possuem carteira assinada. Para ele, o grande desafio está em, além de garantir o respeito aos direitos já conquistados para profissionais que trabalham em grandes e pequenas redações, pensar ações políticas que garantam também o direito dos jornalistas que já enfrentam as consequências da crise do modelo de negócios, atuando como freelas.

Estratégias e ações: Plenária em abril reunirá a categoria

Diante das provocações e complexidades trazidas nas rodas de conversa, no sábado de tarde, somente a diretoria do SindijorPR se reuniu para pensar, debater e traçar estratégias em cima de cada um dos itens que se colocam como desafios. Os encaminhamentos serão apresentados para debate e aprovação para a categoria, no dia 2 de abril, em uma Plenária Estadual, que será realizada em Guarapuava, organizadas pelo SindijorPR e o Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná.

Para garantir a ampla participação dos jornalistas na plenária em Guarapuava, o Sindicato vai oferecer hospedagem e transporte para todos profissionais dispostos a participar do debate e das decisões em defesa da categoria e do jornalismo: “Fica ainda mais claro, com a presença dos diretores do interior, que os problemas que a categoria enfrenta estão alastrados; estes também não acontecem só no Paraná, mas em todo Brasil. A Plenária vem com o objetivo de aprofundar ainda mais este debate e reunindo e organizando as ideias dos jornalistas, traçar nossas estratégias”, explica Gustavo.

“Precisamos avançar na identificação do jornalista quanto classe trabalhadora, que também seus direitos. Estes espaços têm favorecido e fortalecido este debate e na união da categoria para avançarmos”, conclui Silvia Valim, diretora  cultura e eventos do SindijorPR.


CAMPANHA DE LUTAS


-Intensificar a luta contra demissões com denúncias de empresas aos órgãos competentes;

-Monitorar e intensificar a campanha do Demissômetro para cidades do interior;

-Lançar Campanha Estadual de lutas 2016 em defesa dos jornalistas e do jornalismo;

-Garantir debates e decisões amplas, com participação intensa do interior do Estado

Autor:Laís Melo

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