O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná condenam conduta dos empresários da comunicação na negociação coletiva 2015, que não compareceram à mesa de negociação: uma afronta e um desrespeito aos trabalhadores
É hora de intensificar a luta. Os jornalistas do Paraná passam por dificuldades econômicas, com desvalorização salarial e insegurança no trabalho. Há anos os trabalhadores da comunicação não recebem um reajuste salarial digno e as demissões crescem nos locais de trabalho. Agora, repetindo o descaso da semana passada, os empresários da comunicação preferiram fugir do diálogo e não negociar os anseios dos trabalhadores jornalistas.
Pela segunda vez a mesa de negociação entre os nossos Sindicatos e os patrões foi adiada. Ontem (12), por email, o advogado dos representantes patronais comunicou a decisão dos empresários de não aceitar as propostas dos jornalistas e solicitou o adiamento da mesa de negociação. Os patrões insistem em oferecer a reposição da inflação e nada mais.
Assim, mais uma vez, a decisão patronal vai influenciar na rotina de trabalho da categoria, pois a CCT2015 está travada. Sem negociação, são negados também direitos fundamentais e democráticos na luta por melhorias para todos os jornalistas do Paraná.
O cenário de desrespeito não é exclusivo do nosso estado. Diversas entidades registram práticas antissindicais, descaso nas negociações coletivas, além de outros problemas característicos das investidas patronais contra as condições de trabalho da categoria.
Já passou da hora dos jornalistas saírem da defensiva. No Paraná, o Sindijor e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná, há anos, convocam mobilizações, denunciam práticas antissincais e enfrentam denúncias de assédio moral nos locais de trabalho.
“O momento é grave. Não dá mais para a categoria conviver com a insegurança no trabalho. A história precisa, com urgência, ser contada de forma diferente, com o protagonismo na luta”, afirma Ayoub Hanna Ayoub, presidente do Sindicato do Norte. Para ele, da maneira que está, “vai continuar existindo apenas aquela minoria privilegiada dentro de uma categoria desvalorizada”, apontando para a pirâmide econômica e social de tempos atrás (minoria rica e maioria pobre).
O diretor-presidente do SindijorPR, Gustavo Henrique Vidal, reforça a necessidade de aumentar a mobilização dos jornalistas. “Precisamos da categoria nas assembleias do dia 18, em Curitiba e Londrina, e nas atividades em outras cidades do interior. Vamos dar uma resposta a esse descaso das empresas. Vamos mostrar quem mantém os veículos funcionando, quem realmente produz informação”, afirmou.
Os editais, com as datas e os locais das assembleias, devem ser publicados nesta sexta-feira.
Na foto: Sidnei Machado (assessor jurídico do SindijorPR), Gustavo Henrique Vidal (diretor-presidente do SindijorPR), Ayoub Hanna Ayoub (diretor-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná) e Sandro Silva (economista do Dieese).
Autor:SindijorPR e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná


