A direção de jornalismo da TV Caiuá (Umuarama – Noroeste do Paraná) entrou em contato com o Sindijor para relatar a prática de cerceamento por parte do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. O fato aconteceu na cidade de Xambrê, no dia 28 de novembro, quando a polícia cumpria o mandado de prisão de um vereador da cidade pelo crime de tráfico de drogas.
Cerceamento: “ambos os profissionais ainda estavam dentro do veículo, quando um dos agentes apontou uma arma para o repórter e cinegrafista que se identificaram como jornalistas. Os agentes então impediram que fosse filmada a cena da prisão e negaram informações a equipe” – relato enviado ao Sindijor pela equipe de jornalismo da TV Caiuá (04 de dezembro).
Na ocasião, o departamento de jornalismo da TV Caiuá foi informado pela PM de Umuarama sobre a notícia. Quando a equipe de profissionais chegou a Xambrê, foi surpreendida com a postura do Grupo Especial. Depois o policial se desculpou com trabalhadores e disse que as imagens poderiam atrapalhar a investigação. O GAECO se comprometeu em fazer uma coletiva sobre a prisão do político em Umuarama, o que não aconteceu.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná está investigando o caso e enviou ofício ao GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, solicitando posição diante do fato. Desde já, a entidade que defende os trabalhadores jornalistas do Paraná considera a atitude dos policiais do Grupo Especial incompatível com o estado de direito democrático brasileiro.
Para a diretoria do Sindicato, apontar uma arma para a imprensa é apontar uma arma à sociedade. A imprensa desempenha o papel de utilidade pública e impedir ações legítimas da profissão de jornalista é uma prática de censura.
Por Regis Luís Cardoso


