Sindijor PR repudia atitude antidemocrática e deseducada do presidente do TJ-PR

O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo, mostrou que tem muito a aprender quando o assunto é democracia e transparência. Prova disso está na resposta grosseira que deu ao repórter Euclides Lucas Garcia, do jornal Gazeta do Povo.
Ao ser procurado por telefone pelo jornalista, o presidente do TJ-PR foi categórico: “Eu não falo com jornalista. Você vai fazer perguntas para a tua mãe. (…) Eu não dou entrevista, não tenho que dar satisfação alguma… Quem lhe deu meu telefone? Eu não tenho que lhe dar entrevista nenhuma”.
Lamentável é o mínimo que se pode dizer sobre a postura arrogante do magistrado, que tem muito, sim, a falar com a imprensa, que procura a verdade sobre denúncia de tráfico de influência e de venda de sentenças envolvendo dois desembargadores do TJ-PR: um deles é ele próprio Clayton Camargo, e o outro o é o desembargador Rafael Augusto Cassetari, aposentado no início do ano.
O pedido de investigação foi protocolado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2011, ainda durante a gestão da ministra Eliana Calmon, e tramita no órgão desde então. A denúncia partiu de uma advogada que representava uma das partes em uma disputa pela guarda dos filhos. Segundo a representação no processo do CNJ, Camargo e Cassetari teriam recebido R$ 200 mil para dar sentenças favoráveis a uma das partes.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná lamenta e repudia a atitude do presidente do TJ-PR, que com isso não reconhece a importância da imprensa como agente fiscalizador para a sociedade. É papel da imprensa divulgar e apurar os fatos, garantindo com isso o direito do cidadão de ser informado.
Por outro lado, cabe aos detentores de cargos públicos, como é o caso do presidente do TJ-PR, dar transparência a seus atos e prestar contas de suas ações, muito bem pagas, aliás, com o dinheiro público. Além de mostrar que não tem educação, ao mandar o repórter fazer perguntas à mãe, Camargo mostrou que tem muito a aprender para conviver em uma sociedade democrática.
 
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná

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