Depois de um longo silêncio os patrões atenderam à convocação da Delegacia Regional do Trabalho e compareceram no dia 30 à mesa-redonda de negociações para tratar da pauta de reivindicações que vai fixar a Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Jornalistas do Paraná e Sindicato dos Jornalistas de Londrina. O conteúdo do documento entregue em 1.º de agosto aos patrões foi totalmente ignorado. Eles não quiserem analisar sequer as cláusulas sociais propostas, como a de assédio moral, que não representam qualquer custo ao setor. A única proposta apresentada foi a renovação da atual Convenção Coletiva e a reposição da inflação pelo INPC. Segundo estimativas, a inflação do período deve ficar em torno de 3,44%, o que frustra a expectativa dos jornalistas, que reivindicam também um aumento real de 6%, benefício que tem contemplado várias categorias profissionais este ano.
Sindicatos vão dar prioridade a cláusulas sociais nas negociações
Se o encontro com os representantes patronais frustrou os jornalistas do Paraná, ao menos um canal de negociação foi estabelecido, para que as demandas da categoria sejam negociadas. O representante dos sindicatos das empresas de comunicação, advogado Carlos Roberto Santiago, admitiu agendar encontros para dar continuidade às negociações. Neste sentido, os Sindicatos dos Jornalistas do Paraná e de Londrina montaram uma agenda mínima, com base na pauta de reivindicações, na qual serão propostos três encontros. A princípio, o primeiro acontecerá na segunda semana de setembro. A diretoria resolveu dar prioridade às demandas sociais, uma vez que, em negociações anteriores, estes temas foram preteridos e há, inclusive, cláusulas que não vêm sendo cumpridas pelos patrões na atual Convenção Coletiva de Trabalho.
Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296


