RIC TV sinaliza que irá regularizar repórteres cinematográficos após 25 anos

Impasse sobre o registro de repórteres cinematográficos na emissora está perto do fim. Segundo a empresa, tudo caminha para assinatura de Acordo Coletivo onde eles irão regularizar os profissionais
A RIC TV sinalizou para assinatura do Acordo que regulariza os repórteres cinematográficos de todas as praças da empresa. Em troca, os trabalhadores abrirão mão do passivo trabalhista e ganharão estabilidade de emprego proporcional ao tempo que estão na empresa. A informação chegou até o Sindijor nesta tarde, quando o presidente do Sindicato, Guilherme Carvalho, entrou em contato com o representante do RH da RIC, Vinicius Gowda, que em reunião interna com Leonardo Petrelli (presidente) e Carlos Roberto Ribas Santiago (jurídico) decidiram encerrar um impasse de 25 anos.
“Estamos no aguardo da oficialização da decisão da RIC. Se tudo correr como o esperado, acho que esse é um avanço importante para os cinegras da emissora e um passo importante para a categoria. Um exemplo de que a mobilização dos trabalhadores faz as coisas mudarem", explica Guilherme Carvalho, presidente do Sindijor.
Após assinatura do Acordo, o enquadramento dos repórteres cinematográficos na função será datado a partir de 1º de abril de 2013. Essa decisão teve aval dos trabalhadores em assembleias realizadas em todas as praças da emissora no Paraná.
Histórico 
No dia 10 deste mês o Sindijor reuniu-se com os representantes da RIC TV para tentar por fim ao impasse na emissora. Depois de nove meses de discussão e assembleias com os trabalhadores, a proposta de acordo caminhou para a fase decisiva. No encontro, o Sindicato reiterou sua posição de que o Acordo discutido deve ser assinado e de que não entrará com ação na justiça para servir de prévia ao acordo, como exigia a empresa e o jurídico patronal.
O Sindijor afirmou que basta Acordo entre as partes como instrumento jurídico de reenquadramento. Após ouvirem os argumentos do Sindijor, o representante da empresa Vinícius Gowda e os advogados Carlos Roberto Ribas Santiago e Oderci José Bega, se comprometeram a levar a posição dos trabalhadores à direção da emissora.
Atualmente, em todo estado, eles estão registrados em carteira de trabalho como operadores de câmera e não recebem salário compatível com a função, assim como não gozam de nenhum direito garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas, apesar de desempenharem função jornalística.
 
Por Regis Luís Cardoso.

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