A luta por alimentação decente na pauta de reivindicações dos jornalistas

Os jornalistas têm de enfrentar jornadas bem superiores às cinco horas determinadas por lei, precisam encarar pautas fora de horário, mas os patrões acham que os jornalistas estão tranqüilos no que se refere à alimentação. Profissionais que têm de esticar o orçamento para atender à necessidade básica por comida e que não agüentam mais deteriorar a saúde com lanches rápidos e baratos ao lado da redação fizeram uma firme resolução em favor da categoria reivindicando o vale alimentação como direito dos jornalistas na próxima convenção coletiva. Nas redações visitadas pelo Sindijor, de 40% a 70% dos profissionais presentes defenderam que o vale alimentação é o item mais importante a ser conquistado pela categoria. Direito antigo para diversas classes de trabalhadores, o vale alimentação ainda é negado pelo patronato da imprensa paranaense, que considera que este direito seria “oneroso” para as empresas – fingindo ignorar quanto pesa o custo da alimentação no bolso do trabalhador. Inconformados, os trabalhadores da imprensa, reunidos em assembléia no Sindijor, decidiram por unanimidade que se fizesse constar na pauta de reivindicações a cláusula 40, que prevê que as empresas que não fornecerem gratuitamente refeições aos jornalistas concederão 25 vales refeição ou alimentação, no valor de R$ 9,50 cada um, mensalmente. Após aguardar inutilmente por uma resposta na semana passada, os trabalhadores ainda esperam um posicionamento do patronal sobre a proposta de 80 itens.

Fonte:SINDIJOR-PR – tele-fax (41) 3224-9296

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